Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Internacional

Estudo no Canadá revela altos índices de patógenos em javalis selvagens

Pesquisa de seis anos em Alberta detectou vírus, bactérias e parasitas de alto impacto econômico, reforçando o alerta de biossegurança para a suinocultura comercial

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Estudo no Canadá revela altos índices de patógenos em javalis selvagens
O avanço das populações de porcos selvagens na América do Norte consolida esses animais como uma das principais ameaças à biossegurança da suinocultura comercial. Um estudo de seis anos conduzido por pesquisadores da Universidade de Calgary, em parceria com o Governo de Alberta e a Universidade de Guelph, avaliou 331 porcos selvagens capturados entre 2018 e 2024. Os resultados apontam que 56% dos animais amostrados eram portadores de dois ou mais patógenos de relevância econômica direta para a produção industrial.
Prevalência de Patógenos Encontrados em Javalis Selvagens (Alberta, Canadá)
Patógeno / Agente InfectantePrevalência na Amostra (331 animais)Relevância para a Suinocultura Comercial
Erysipelothrix rhusiopathiae100,0%Agente da Erisipela Suína (bactéria sistêmica).
Eimeria spp.40,0%Coccidiose (parasita gastrointestinal).
Circovírus Suíno (PCV2 / PCV3)33,0% (PCV2) / 27,0% (PCV3)Síndrome do Definhamento e falhas reprodutivas.
Metastrongylus spp.26,0%Vermes pulmonares transmitidos por parasitas.
Rotavírus A / Parvovírus23,0% (Rotavírus) / 18,0% (Parvovírus)Diarreias neonatais e mortalidade embrionária.
Mycoplasma hyopneumoniae2,1%Enfermidade Respiratória Suína (pneumonia enzoótica).
Vírus da PRRS (PRRSv)1,0%Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína.
Salmonella spp.3,0%Riscos entéricos e de segurança alimentar.
Destaques e Recomendações de Biossegurança
  • Detecção de cepas emergentes: Embora o vírus da Gripe Aviar de Alta Patogenicidade (HPAI – N1) tenha apresentado baixa taxa de infecção no estudo, a confirmação da presença do vírus em javalis reforça o papel desses animais na manutenção de patógenos de circulação multiespécie.
  • Patógenos não detectados: A amostragem não registrou a presença de Deltacoronavírus suíno, Vírus da Diarreia Epidêmica Suína (PEDv), Senecavírus A ou Vírus da Gastroenterite Transmissível (TGEv).
  • Vetor descontrolado no ambiente: A coexistência de múltiplos patógenos em populações ferais demonstra a existência de um reservatório contínuo que opera à margem dos programas tradicionais de vacinação e controle sanitário.
  • Reforço de barreiras físicas: O estudo recomenda a intensificação de protocolos de contenção nas propriedades comerciais, incluindo cercamento duplo de granjas, gestão rigorosa do descarte de carcaças, vedação de fontes de água e alimentos, além do reporte imediato de avistamentos de porcos selvagens às autoridades locais.
De acordo com Mathieu Pruvot, professor assistente da Universidade de Calgary e líder do estudo, “é preocupante encontrar tamanha diversidade de patógenos circulando ativamente em uma população selvagem sem controle. As medidas rígidas de biossegurança nas granjas comerciais e no transporte de animais continuam sendo a principal linha de defesa para impedir o salto de infecções entre porcos selvagens e plantéis domésticos.”
Fonte: Pig Progress
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