Com quebras pontuais no Paraná e em Goiás, volume nacional fecha em 106,7 milhões de toneladas, enquanto produtores recorrem à gestão para mitigar perdas
Grãos
Produção de milho safrinha cai 7,9% em 2026 sob impacto de estiagens
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As instabilidades climáticas ao longo do ciclo 2025/26 afetaram diretamente o rendimento do milho safrinha no país. Marcada por períodos de estiagem e temperaturas elevadas nas fases iniciais das lavouras, a produção brasileira da segunda safra recuou 7,9%, totalizando 106,79 milhões de toneladas, segundo levantamento divulgado pelo IBGE.
Balanço do Milho Safrinha por Estado (Dados IBGE – Julho/2026)
| Estado / Região | Produtividade Média (sc/ha) | Produção Total (Mi de toneladas) | Variação da Produção (%) |
| Mato Grosso (MT) | 116,58 (+1,6%) | 52,66 | -3,5% |
| Paraná (PR) | 99,50 (+20,5%) | 17,61 | -0,1% |
| Mato Grosso do Sul (MS) | 88,33 (+41,6%) | 11,92 | -13,7% |
| Goiás (GO) | 82,86 (-24,3%) | 10,01 | -31,0% |
| Média Nacional (Brasil) | 98,50 (-9,0%) | 106,79 | -7,9% |
Desafios Regionais e Histórico no Campo
- Perdas e tradição no Paraná: Em Santa Tereza do Oeste, a estiagem entre março e abril reduziu o potencial produtivo em até 40% nas lavouras do produtor Gabriel Redivo, que registrou médias entre 82 e 90 sc/ha em 960 hectares. A propriedade é gerida ao lado do avô, Adolfo Midding (84 anos), um dos pioneiros no consórcio de milho nas entrelinhas da soja na região ainda nos anos 1980.
- Janela favorável em Mato Grosso: Apesar da retração de 3,5% no volume total do estado, áreas atendidas pela cooperativa C.Vale mantiveram boa produtividade devido ao plantio dentro da janela ideal, distribuição regular de chuvas e controle eficiente de pragas, segundo o gerente regional Renato Rambo.
- Resiliência em Mato Grosso do Sul: O estado enfrentou ataques de lagartas e chuvas irregulares no ciclo reprodutivo. Contudo, o gerente regional da C.Vale, Jeferson Salatti, aponta que as médias oscilaram entre 80 e 120 sc/ha, resultado sustentado pela eficiência no manejo adotado pelos agricultores.
De acordo com Gabriel Redivo, produtor rural em Santa Tereza do Oeste (PR), “as chuvas foram escassas em março e abril, reduzindo nosso potencial em 40%. Conseguir manter a média entre 82 e 90 sacas por hectare ao lado do meu avô, que vivenciou o nascimento da safrinha na região, mostra a importância de estar presente diariamente na lavoura para tomar as melhores decisões.”
Fonte: C.Vale























