Avanço do plantio de soja no Brasil e maior oferta global de trigo pressionam cotações, favorecendo as margens da pecuária
Queda em Chicago e recuo do dólar reduzem custos de nutrição animal

O mercado de insumos para nutrição animal registrou alívio nos custos de aquisição nesta quarta-feira, 21 de outubro, impulsionado pela desvalorização das principais commodities agrícolas na Bolsa de Chicago (CBOT) e pelo recuo do dólar frente ao real. A combinação de fatores cambiais favoráveis e de uma perspectiva de oferta global ampliada resultou em baixa movimentação e negócios apenas pontuais no mercado físico brasileiro, com compradores aguardando novas quedas.
A pressão de baixa sobre as cotações da soja reflete o ritmo acelerado da safra sul-americana. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio da oleaginosa no Brasil atingiu 30,1% da área estimada para o ciclo atual, superando o índice registrado no mesmo período do ano anterior. O avanço é puxado por um estado produtor que já ultrapassou a marca de 60% da área semeada. Esse cenário garante uma perspectiva de oferta ampla e limita o ímpeto de compra das indústrias esmagadoras e fábricas de ração no curto prazo.
No mercado de cereais de inverno, as cotações do trigo registraram queda de 1,83% em Chicago. O movimento de liquidação foi ditado pelo fraco desempenho das exportações norte-americanas e pela consolidação de uma maior disponibilidade global do grão. Para o produtor brasileiro de proteína animal, o recuo nos preços internacionais do trigo atua como um fator de contenção nos custos de formulação de rações, oferecendo uma alternativa financeira viável na composição das dietas frente a outros ingredientes energéticos.
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Em contrapartida, a dinâmica global do milho apresenta sinais de aquecimento na demanda europeia que exigem monitoramento. As importações do grão pela União Europeia para a safra 2026/27 saltaram 40% até meados de outubro, impulsionadas por embarques originados nos Estados Unidos. O aumento expressivo ocorre após secas severas devastarem as safras locais no continente europeu. Esse enxugamento da disponibilidade no hemisfério norte pode influenciar a formação de preços do milho no médio prazo, exigindo atenção dos gestores de suprimentos no Brasil para o travamento de custos das safras futuras.
Da Redação
























