Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,57 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,63 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,32 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.158,45 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.092,04 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,71 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,57 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,60 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 171,02 / cx
Comentario

Uma política positiva, por Arnaldo Jardim

PNPSA: sustentabilidade e compromisso é instrumento de alternativas legislativas

Uma política positiva, por Arnaldo Jardim

er uma Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais – PNPSA, reconhecendo o esforço de muitos, coloca a sustentabilidade como compromisso da sociedade, como determinante de políticas públicas e como definidora de compromisso de empresas responsáveis. Saúdo, portanto, a publicação da Lei 14.119/2021. Uma conquista de todos

Desde 2007, o Congresso Nacional trabalhava na formulação de uma legislação que fosse complementar à política de comando e controle de proteção ao meio ambiente. Uma legislação que reconhecesse e, principalmente, remunerasse as ações em prol da preservação ambiental.

Com a PNPSA, migramos de uma política baseada no princípio do “poluidor-pagador”, que visa reduzir os impactos negativos da ação humana por meio de multas, para uma política de estímulo e indução, que busca premiar as iniciativas sustentáveis.

A implementação da Política, entretanto, dependia da derrubada de vetos que retiraram do texto os mecanismos de governança e os instrumentos econômicos, fundamentais para atrair investimentos de empresas, organizações não-governamentais e fundos internacionais.

Após grande mobilização do setor produtivo e do setor ambientalista, conseguimos, no último dia 17, um acordo com a Liderança do Governo no Congresso, recuperando os dispositivos relativos ao Órgão Gestor, às unidades de Conservação e ao Cadastro de Pagamento por Serviços Ambientais, vetados pelo Executivo Federal.

O Órgão Colegiado, que terá como missão estabelecer as prioridades e os critérios de aplicação dos recursos do Programa Federal de Pagamento por Serviços Ambientais – PFPSA, promoverá o monitoramento da conformidade dos investimentos realizados. Esse órgão será composto por representantes do poder público, do setor produtivo e da sociedade civil, dando maior credibilidade à política.

O dispositivo relativo às Unidades de Conservação estabelece que os recursos decorrentes do pagamento por serviços ambientais providos por unidades de conservação devem ser aplicados em atividades vinculadas à própria unidade. Serão recursos valiosos para o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), tão carente de apoio financeiros nesses tempos de crise.

E, por fim, conseguimos derrubar o veto ao Cadastro do PSA, onde seriam cadastrados todos os contratos firmados, dando a transparência necessária para atrair os mais diversos investimentos.

Esses mecanismos de governança foram pensados para fortalecer a gestão da política, tirando do “governante de plantão” o poder de interferir na sua condução. Sem eles, o MMA poderia, por exemplo, estabelecer, por decreto, as regras de governança que convier – um desastre, se pensarmos na forma como o governo vem tratando o meio ambiente.

Entretanto, ainda falta a batalha maior: restabelecer os instrumentos econômicos. Pela proposta por mim apresentada e aprovada pelos parlamentares, os valores recebidos a título de pagamento pela prestação de serviços ambientais não integrariam a base de cálculo do IR, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), do PIS/Pasep e da Cofins.

A não incidência desses tributos sobre os valores recebidos pelos provedores é fundamental para reduzir os custos de transação dos contratos, evitando que a receita obtida com a ação de preservação fique muito abaixo do que o agricultor receberia cultivando a área –o famoso custo de oportunidade da terra.

Ao longo das últimas décadas, e sobretudo com o amadurecimento do direito ambiental brasileiro, cresceu a percepção de que há a necessidade de uma nova abordagem, complementar à política de comando e controle, olhando especialmente para a potencialidade dos instrumentos econômicos. Somente assim promoveremos a migração da nossa economia pra bases mais sustentáveis.

Assim, a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais passa a ser um instrumento de um novo elenco de alternativas legislativas –aquelas que premiam e estimulam as boas práticas. Ao lado dos Créditos de Descarbonização – CBIOs, a moeda verde do Renovabio, que está monetizando as externalidades positivas e os benefícios ambientais do uso dos biocombustíveis, a PNPSA se constitui em instrumento econômico em defesa do meio ambiente e um passaporte para nossa participação na COP-26, em Glasgow, referência para que o Brasil possa ser líder mundial e vanguarda da nova economia.

Assuntos Relacionados
agronegóciocomentario
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,14
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,22
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 126,53
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,08
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,85
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,77
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,59
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,57
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,63
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 158,55
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 166,89
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 174,45
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 183,32
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 149,18
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 167,73
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,26
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,31
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.158,45
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.092,04
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 175,71
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 157,57
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 159,60
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 171,02
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341