Custo para produzir um quilo de carne suína está em R$ 8,50 e produtores estão recebendo, em média, R$ 6,20.
‘Mais uma vez, o produtor está pagando para trabalhar’, afirma presidente da Associação Paranaense de Suinocultores

Com a alta no preço da carne de boi, muitos consumidores têm procurado por opções mais baratas, como ovos e carnes de frango e porco. Mas até mesmo esses produtos podem ficar até 50% mais caros ainda este ano.
A informação é da Associação Brasileira de Proteína Animal. Segundo a entidade, isso ocorrerá devido ao aumento dos custos de produção nos últimos 12 meses.
Para o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Jacir Dariva, o preço da carne de porco não deverá subir tanto, uma vez que os mercados já apresentam margens elevadas de preço. Porém, destaca que os produtores têm enfrentado muitas dificuldades, devido ao aumento dos custos.
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Segundo ele, atualmente o custo operacional para produzir um quilo da carne suína está em R$ 8,50. Porém, os produtores estão recebendo, em média, R$ 6,20 o quilo. “Mais uma vez, o produtor está pagando para trabalhar”, lamenta Dariva, pontuando que o aumento nos preços do milho e do farelo de soja, insumos básicos da alimentação dos animais, é o principal fator para a elevação dos custos.
Uma das alternativas para a redução desses custos seria a isenção do PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre a importação de milho. Segundo Dariva, a questão é discutida junto ao Ministério da Agricultura, mas ainda sem definições.
Outro ponto destacado pelo presidente da Associação Paranaense de Suinocultores é o volume de exportações. Conforme ele, apesar de os valores pagos por outros mercados não serem muito diferentes do que praticado internamente, as vendas ao exterior evitam a super oferta de carne no mercado interno, o que pode baixar ainda mais os preços para os produtores.
Além disso, o reconhecimento internacional do Paraná como área livre da febre aftosa sem vacinação abre novas possibilidades aos produtores de suínos, que poderão explorar mercados que pagam mais pela carne. Porém, os efeitos desse reconhecimento e o inicio das exportações para esses países, como o Japão, devem iniciar em meados de 2022.





















