Confira a edição 1302 da Revista Avicultura Industrial
Energia solar se expande por áreas rurais

O custo energético tem um peso importante dentro do cálculo total de custos em um sistema de produção animal. A alimentação é de longe a de maior relevância, respondendo por quase 70% dos valores totais empregados para se produzir frangos ou suínos, por exemplo. No entanto, principalmente na avicultura, transformações nas estruturas produtivas com maior emprego de soluções tecnológicas exigem cada vez mais demanda por energia elétrica. Os aviários atuais mantêm sistemas de climatização automatizado, assim como sensores e controladores para acionamento imediato frente oscilações de variáveis como temperatura, umidade e outras. Praticamente todas as operações exigem uma fonte energética estável e confiável. Falhas, podem resultar em perdas astronômicas ao produtor.
Isto elevou todo o custo energética dentro de uma propriedade rural, impactando diretamente na rentabilidade dos produtores. Este cenário tem levado a busca por alternativas energéticas; e a energia solar fotovoltaica tem se mostrada a opção mais interessante para o setor agropecuário. Dados da Absolar apontam que o agronegócio já ocupa a terceira posição entre as atividades econômicas que mais investem em tecnologias de geração de energia solar. Os incentivos governamentais tornam o investimento mais acessível ao produtor, que também adota um modelo onde os equipamentos têm uma vida útil longa (cerca de 25 anos) e garantias que podem chegar a dez anos ou mais. Além disso, dependendo do Estado ou da operadora energética, é possível “jogar” o excedente gerado na rede elétrica, obtendo créditos na conta de luz.
No Brasil, a aplicação de energia solar – de uma forma geral – ocupa a sétima posição dentro de sua matriz energética. Por outro, dados da Absolar demonstram uma constante evolução de seu uso em relação ao mundo. Em 2017, o Brasil estava na 26ª posição de países que mais utilizam a energia solar. No ano passado, o país subiu dez posições neste ranking, chegando ao 16º lugar. Mesmo assim, a Absolar entende que o Brasil precisaria de uma política industrial competitiva e justa para o setor de energia solar, reduzindo os preços de componentes e equipamentos fabricados no país, gerando assim mais empregos, tecnologia e inovação dentro desta indústria. Todo este cenário está descrito em matéria nesta edição. Confira.
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Humberto Luis Marques
Editor Avicultura Industrial





















