Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,14 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,55 / cx
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Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.158,45 / t
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Mulheres no cooperativismo

As mulheres estão conquistando espaço, voz, voto e cargos de comando, e entre os 2,1 milhões de associados, cerca de 800 mil são mulheres

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Mulheres no cooperativismo

Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/SC)As cooperativas se tornaram o novo campo de expressão e realização das mulheres. As cooperativas são organizações dinâmicas que interagem homens e mulheres das mais variadas profissões e setores da economia. Embora seja um ambiente majoritariamente masculino, as mulheres estão conquistando espaço, voz, voto e cargos de comando. Entre os 2,1 milhões de associados, cerca de 800 mil são mulheres.

A verdade é que as cooperativas estão, realmente, abrindo espaços para elas. Dirigentes e cooperados querem a permanente participação da mulher nas assembleias, nos comitês, nos grupos de estudo, nos cursos e treinamentos e nos quadros diretivos. Isso é resultado das mudanças do papel social e econômico da mulher que ganha cada vez mais expressão no Brasil contemporâneo, sendo inexorável que ela assuma atividades cada vez mais relevantes e ocupe cargos de maior complexidade. Em muitos ramos do cooperativismo elas já são dirigentes. Isso foi possível porque os cooperativistas valorizaram seu papel e criaram novas formas de participação, elevando a qualidade do relacionamento entre os quadros diretivos e a base cooperativada.

Em Santa Catarina e no Brasil as mulheres já estão presidindo cooperativas e conduzindo-as ao caminho do desenvolvimento com a tranquilidade de quem sabe que o sucesso advém da perseverança, da competência, do trabalho, da capacidade de aprender e da habilidade de adaptar-se às mudanças.

Estou convencido de que a conquista de espaço nas organizações cooperativistas representa evolução da qualidade de vida social para as mulheres. O reconhecimento social é muito forte e com ele robustece-se a autoestima. E isso tudo é justo e necessário. No plano social, comprova-se, hodiernamente, que a mulher agregou qualidade e dinamismo às instituições as quais passou a participar.

O que contribuiu para essa virada no cooperativismo foi, simplesmente, a evolução dos tempos, de modo geral, mas também o reconhecimento de que a mulher é mais detalhista, metódica e leal aos princípios do cooperativismo, demonstra competência nos cargos que exerce, não falta às reuniões e estimula, por via de consequência, a participação do homem. Sua presença contribuiu para harmonizar as diferenças, atenuar as tensões, fortalecer os pontos de convergência e realçar os interesses comuns. A mulher está construindo gradativamente este engajamento, através de um processo de busca, participação e também por oportunidades criadas em muitas cooperativas do Estado, respaldado pela organização estadual, a Ocesc.

Esse processo também se manifesta no ramo agropecuário, o mais poderoso do cooperativismo de Santa Catarina. Ele tem sido propulsor de crescimento e desenvolvimento e tem uma característica fundamental quando se fala em participação: o vínculo é com a família. Nesse contexto, o 14º Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas que ocorre nesta semana em Florianópolis robustece o nível de conscientização das mulheres, o que representa um importante passo de uma grande caminhada em direção à efetiva e definitiva integração da mulher ao sistema cooperativista e na sociedade em geral.

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