Maior processadora de carne do mundo, deverá ter o seu resultado do terceiro trimestre favorecido pelo impacto da alta do dólar nos seus contratos de derivativos.
JBS deve ter resultado financeiro favorecido por alta do dólar

A JBS, maior processadora de carne do mundo, deverá ter o seu resultado do terceiro trimestre favorecido pelo impacto da alta do dólar nos seus contratos de derivativos, segundo estimativa de analista do Credit Suisse divulgada pela Bloomberg na quinta-feira (24).
Os ganhos financeiros para a companhia podem chegar a R$ 15 bilhões (US$ 3,6 bilhões), segundo informou a Bloomberg, mencionando estimativa dada pelo analista do Credit Suisse Viccenzo Paternostro em entrevista.
A JBS possui uma política de hedge que visa a proteger os resultados da companhia da volatilidade do dólar. A posição da JBS de cerca de US$ 12 bilhões em derivativos deverá beneficiar a empresa diante de uma depreciação do real frente ao dólar, que caiu cerca de 30% em relação ao registrado no fim do segundo trimestre.
Leia também no Agrimídia:
- •Roberto Cano de Arruda é homenageado em Itu e reforça legado na suinocultura paulista
- •Diálogo entre setor público e privado impulsiona cadeias produtivas de suínos, aves e peixes em MS
- •Sanidade e Agropecuária: Reino Unido intensifica combate à importação ilegal de carne e reforça medidas de biossegurança
- •Avicultura e Exportação: influenza aviária redefine comércio global de frango nos EUA sem colapso dos mercados
No segundo trimestre do ano, essa política de hedge cambial levou ao aumento das despesas financeiras da JBS, que viu uma queda de quase 70% no seu lucro líquido ante o mesmo período do ano passado.
Na ocasião, o CEO da JBS, Wesley Batista, defendeu a política de hedge e disse que ela protege a companhia e suas controladas da volatilidade do real frente ao dólar no longo prazo.
“Até agora, nós acreditamos que a estratégia foi acertadíssima, e continuamos na mesma opinião”, disse ele durante a teleconferência de resultados em agosto.





















