Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Economia

Produtor agrícola europeu não quer retomar negociações com Mercosul

A poderosa Copa-Cogeca, central dos produtores agrícolas europeus, está pedindo a União Europeia (UE) que não retome a negociação de acordo de livre comércio com o Mercosul.

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A poderosa Copa-Cogeca, central dos produtores agrícolas europeus, está pedindo a União Europeia (UE) que não retome a negociação de acordo de livre comércio com o Mercosul, a menos que certos pré-requisitos sejam cumpridos pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A nova mobilização de agricultores europeus ocorre em meio a sinais de que a negociação, depois de anos de bloqueio, tem possibilidade de voltar aos trilhos. E sempre que isso acontece as federações agrícolas europeias se agitam para atacar a iniciativa.

Nesta terça-feira negociadores do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai tentam fechar uma oferta comum de liberalização a ser apresentada aos europeus.

A pressão do setor agrícola europeu inclui carta ao comissário de agricultura da UE, Dacian Ciolos, insistindo que um acordo com o Mercosul causaria perdas bilionárias principalmente para a pecuária do velho continente.

A Copa-Cogeca alega que mais de 70% das carnes bovina e de frango importadas pelos 28 países membros da UE já vem dos países do Mercosul. E volta a acusar esses produtos de não terem os mesmos padrões de saúde e rastreabilidade cobrados dos produtores europeus.

Estima que a negociação precisa depender ainda de compromisso do  Mercosul para melhorar seus padrões sanitários e suspender alguns obstáculos atualmente para a própria agricultura europeia.

Pecuaristas irlandeses, que alegam estar ‘de joelhos’ por causa de dificuldades no setor, exemplificam especificamente que a carne bovina europeia está proibida no Brasil.

A Copa-Cogeca reclama também  que o Mercosul não tem um mercado comum integrado e que os produtos agrícolas europeus não podem ser exportados da mesma maneira para o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A resistência dos pecuaristas europeus em relação ao Mercosul continua firme depois do acordo da UE com o Canadá, que já deu uma fatia do mercado para os produtores canadenses. E a tendência é de a que fatia para o Brasil e Argentina seja maior.

Na ultima discussão em Bruxelas, no mês passado, negociadores da UE não detalharam ao Mercosul a oferta que fariam, mas indicaram que seria ‘melhor’ do que aquela feita em 2004, a última realmente apresentada oficialmente.

Naquele ano a UE ofereceu oficialmente cota de 100 mil toneladas para carne bovina, menos do que as 156 mil toneladas que chegou a ser prometida informalmente nas discussões.

Em Bruxelas analistas dizem que a Europa no momento está focada na eleição para o Parlamento Europeu, na semana que vem, e depois na escolha do presidente da Comissão Europeia.

Por sua vez, Luigi Gambardella, presidente da EUBrasil, entidade que apoia a conclusão do acordo birregional, nota que vários estudos mostram que inclusive a agricultura europeia será beneficiada pela liberalização entre os dois blocos.

“As exportações agrícolas da UE estão concentradas em produtos de maior valor agregado, como azeite, vinhos, malte e outras bebidas. Com o possível acordo os produtos agroalimentares da UE também terão mais cota de mercado brasileiro e por consequência do Mercosul. Complementaridade é a palavra-chave”, afirmou.

Para Gambardella, é importante que o setor agrícola brasileiro ajude a mostrar que o acordo é boa oportunidade de crescimento mútuo na área agroalimentar. “O agroalimentar brasileiro é muito competitivo e poderá permitir um comércio mais equilibrado entre os blocos”, acredita.

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