Analistas do HSBC Global Research dizem que é difícil a aquisição de áreas a um retorno atrativo sobre o capital investido.
Parceria entre SLC e Mitsui evidencia dificuldade no mercado de terras
O anúncio de uma nova joint venture da SLC — desta vez, com a japonesa Mitsui — para a produção de commodities agrícolas em uma área arrendada da Xingu (braço agrícola da trading Multigrain, controlada pela Mitsui) sinaliza a dificuldade de se comprar terras aos preços atuais no Brasil. A avaliação foi divulgada hoje pelo HSBC Global Research em relatório ao mercado.
“Continuamos a acreditar que este é o momento para se ser vendedor em vez de comprador de terras”, afirmam os analistas Alexandre Falcão e Ravi Jain, que assinam o relatório. Segundo eles, a demanda por terras continua sólida, “tornando difícil a aquisição de terras a um ROIC [sigla em inglês para Retorno sobre o Capital Investido] atrativo, principalmente porque os preços das commodities estão em tendência de baixa”.
Em contrapartida, os analistas criticam a estratégia de expansão por meio de arrendamentos. “Embora possa proporcionar rápido crescimento, não captura o potencial de alta decorrente da valorização da propriedade agrícola, parte fundamental do retorno no setor de agronegócios”. Além disso, acrescentam, trata-se de um modelo mais arriscado, uma vez que os aluguéis precisam ser pagos mesmo em anos de rendimento menor nas lavouras.
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Por essa razão, o HSBC entende que a estratégia da SLC seja temporária, “enquanto aguarda oportunidades para a compra de terras, as quais devem surgir se as margens dos produtores rurais se deteriorarem, em função da queda dos preços das commodities”.





















