Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Responsabilidade diante da finitude dos recursos – por Ariovaldo Zani

Sindirações publicou juntamente com pesquisadores da Embrapa, da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de Viçosa o livro “Nutrição Responsável” para demonstrar ser possível preservar para crescer.

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Responsabilidade diante da finitude dos recursos – por Ariovaldo Zani

Movida pela Revolução Industrial, boa parte da civilização ainda deslumbrada debruça-se numa suposta prosperidade de expansão ilimitada, ao mesmo tempo em que alguns dos seus integrantes ironicamente associam a ecologia ao discurso romântico dos ditos ambientalistas extravagantes.

O robusto capitalismo que revolucionou a produtividade e determinou vigoroso desenvolvimento econômico, lamentavelmente contribuiu na amplitude da desigualdade social e desemprego. Além disso, o imediatismo típico do ser humano e a busca frenética dessa sociedade pós-moderna por bem estar imprimiu crescente e continuada agressão ao meio ambiente. O aumento de 40% na produção de alimentos desde o Pós-Guerra consumiu recursos naturais em abundância, mas relegou centenas de milhares ao flagelo da fome.

Convencida da finitude física dos recursos desse nosso planeta, a ONU pariu o conceito de desenvolvimento sustentável ainda no final da década de 80, através do relatório intitulado “Nosso Futuro Comum”, pré-condicionado à  idéia da ponderação simultânea, resultante dos vetores de cunho social, ambiental e econômico.

O recente pronunciamento da FAO que disponibilizou demanda recalculada por alimentos, ainda adicional e que pode alcançar 60% até metade desse século serviu para sustentar a crença de boa parte da sociedade civil contemporânea que a exploração insustentável levará à exaustão da biodiversidade e dos ecossistemas essenciais.

A contrapartida depende incondicionalmente da idealização e implementação imediata de uma  “economia verde” no contexto da sustentabilidade e da erradicação da pobreza e da fome, fenômenos políticos que desafiam a capacidade humana de aumentar a produtividade utilizando menos água, terra e insumos e assim permitir o ingresso de milhões de pessoas à faixa de consumo, além de responder às indagações da sociedade urbana acerca da origem, produção, composição e custo dos alimentos e a interferência deles com a natureza.

Seguro da sua responsabilidade alinhada à nova ordem que é mitigar a emissão de CO2-equivalente por unidade de PIB e combater o aquecimento global o Sindirações publicou juntamente com pesquisadores da Embrapa, da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de Viçosa o livro “Nutrição Responsável” que vem sendo distribuído com intuito de demonstrar ser possível preservar para crescer.

Essas estratégias nutricionais incondicionalmente sustentáveis aplicadas à campo e que resultam na diminuição da excreção de substâncias indesejáveis e gases de efeito-estufa (preservação/ meio ambiente), auferem consideráveis ganhos no desempenho e metabolismo de aves e suínos (alimentação das pessoas/social) e finalmente valorizam a margem bruta e o índice de retorno ao produtor (remuneração e investimento/econômico), serão apresentadas durante a Conferência Rio+20.

O Sindirações espera esclarecer que a tecnologia é essencial e além disso incentivar, mesmo que minimamente, as lideranças globais na convergência para uma governança mais eficiente que encare o desafio de praticar o que foi combinado durante a Eco 92, promover a integração, implementar de forma coerente o desenvolvimento econômico e social e proteger o meio ambiente.

Vinte anos já se passaram e a oportunidade é agora para criação das políticas públicas de âmbito mundial voltadas ao futuro comum desejado.

Ariovaldo Zani é vice-presidente executivo do Sindirações

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