Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,21 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 186,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 201,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 170,55 / cx
Artigo

Quem não tem dúvidas está no mínimo mal informado, por Ariovaldo Zani

Leia artigo do vice-presidente Executivo do Sindirações sobre a crise econômica.

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A instabilidade macroeconômica global combinada ao baixo estoque das commodities e a persistente demanda dos países emergentes exige atenção redobrada, já que qualquer restrição na oferta pode reverberar acentuadamente e gerar forte volatilidade nos preços agrícolas.

Não muito distante, mais precisamente, durante o segundo semestre do ano passado, a baixa taxa de juros nos Estados Unidos e a generosa liquidez disponível motivaram os fundos de investimento a fechar quase três vezes mais contratos na Bolsa de Chicago do que logo após a crise de 2008.

O índice de preços da FAO alcançou então a marca histórica, embora mais recentemente tenha demonstrado sinais de enfraquecimento imediato no caso dos grãos, leite, açúcar e cereais e efeito mais tardio na queda do preço das carnes, pois o cenário tempestivo contemporâneo vem provocando reversão das posições e praticamente eliminando a componente especulativa que sustentava os preços agrícolas.

Essa redução dos preços em dólares tem beneficiado sobremaneira a China que encontrou certo alívio na oferta de crédito e pode deixar de aumentar a taxa de juros para controle inflacionário mesmo diante do sustentado consumo doméstico.

O consumidor Brasileiro vai encontrar preço mais alto para carne bovina que chegou alcançar U$ 60/arroba por acompanhar a arbitragem ditada pelo mercado internacional. Nos Estados Unidos a arroba pode ultrapassar os U$ 85 por restrição de oferta conseqüente aos efeitos da longa e severa estiagem que eliminou a pastagem, fez explodir o preço do feno e volumoso, diminuiu a oferta de bois e forçou a manutenção do abate intenso de fêmeas. No Brasil o ciclo de retenção de fêmeas já dura cinco anos e se mantém robusto na Argentina, Uruguai e Austrália que deve ocupar boa parte do mercado internacional deixado pelos Estados Unidos.

O evidente esfriamento da economia Brasileira no último trimestre parece ainda não ter comprometido o preço e demanda dos alimentos no varejo, embora em 2010 o consumo de carne bovina tenha retraído mesmo diante do crescimento de 7% e elevação de muitos consumidores à classe média.

O impulso da indústria de alimentos, modulado pela capacidade de demanda do consumidor doméstico e pelo apetite dos clientes internacionais é que determina o desempenho da indústria de alimentação de bovinos, aves e suínos que depende da oferta e cotação dos seus principais insumos, o milho e a soja.

O estoque global de soja não deve acumular excedente em 2012 e nem sequer em 2013 por causa do nível crítico apurado nos Estados Unidos e do agricultor americano priorizar o plantio de milho no próximo semestre. No Brasil a expectativa é colher 75 milhões de toneladas na safra 2012/2013 e ampliar em 1 milhão de hectares a área plantada em resposta à abertura de áreas de cerrado no Nordeste, conversão de pastagens em lavouras de grãos, principalmente no Centro-Oeste, retração na lavoura do algodão e manutenção da área plantada de milho. A redução sistemática do preço em dólares tem sido compensada pela desvalorização do Real e pode continuar trazendo boa rentabilidade à cadeia de produção da oleaginosa.

Mesmo com demanda crescente e sem acúmulo recente de excedentes no estoque global o milho pode enfrentar queda de preço em 2012 e principalmente 2013, mesmo diante da firme demanda, mas influenciado por hipotética retomada da safra americana, capacidade de recuperação da economia global, escassa liquidez e falta de recursos para financiamento do comércio internacional. A safra Brasileira de milho a ser colhida em 2012/2013 pode alcançar até 65 milhões de toneladas, graças ao variado conjunto biotecnológico disponível. O preço reduzido combinado ao estoque suficiente para atendimento da demanda doméstica pode permitir certo alívio aos produtores de carne em 2012.

Finalmente, a possível retomada dos mercados agrícolas pelos fundos vai depender da manutenção de baixa taxa de juros, da liquidez global disponível e principalmente dos indícios de solução efetiva do imbróglio fiscal na zona do Euro.

Apesar dos solavancos vindouros o Brasil pode enfrentar essa desafiadora ciclotimia por causa da sua disciplina na gestão macroeconômica alicerçada em sistema financeiro sólido e moderno, Banco Central autônomo, política de câmbio flutuante, setor público que vem acumulando superávits primários e o Tesouro com mais de U$ 350 bilhões em reservas.

Mesmo diante de tantas dúvidas, cenários e projeções, os ousados empreendedores Brasileiros poderão suportar uma economia global convalescente se o país continuar a crescer e vencer os desafios dos ganhos de produtividade, da disponibilidade de mão-de-obra especializada e da mobilização dos investimentos voltados à infraestrutura.

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Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 70,23
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    R$ 121,22
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 128,21
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,21
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    SP
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