Uniquímica e Calpis realizaram encontro com produtores de frango em Rio Claro (SP) com objetivo de levar atualização técnica.
Encontro avícola em SP
A Uniquímica, em conjunto com a Calpis, realizou na última sexta-feira, em Rio Claro (SP) um encontro com produtores de frango da região. O evento teve por objetivo levar as novas informações e atualizações técnicas na avicultura de corte.
Durante o evento, o Consultor Antônio Froilano realizou a palestra “Desafios Técnicos em Frangos de Corte”.
Segundo ele, quando falamos em saúde intestinal estamos nos referindo à eficiência produtiva no caso de frangos de corte. Desde a escolha dos ingredientes, armazenagem, formulação de ração, eleição de aditivos, conservação da ração passando pela linhagem genética, manejo inicial e ambiental e qualidade da água todos estes fatores são mobilizados quando se procura a sua melhora. “Preservar a integridade intestinal e garantir uma excelente digestão e absorção dos nutrientes é portanto uma tarefa de todos os setores da empresa avícola e não só do setor de fomento”, destaca.
De acordo com Antônio Froilano, o que a ave ingere depende de múltiplos fatores entre eles Genética, Manejo, Composição da cama, Ambiente de criação, Constituintes da ração e Qualidade da água.
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“As linhagens mais difundidas ultimamente têm como característica principal uma maior ou menor depressão de crescimento inicial (fase de desenvolvimento esquelético) em favorecimento à fase seguinte de desenvolvimento muscular. Essa depressão será maior ou menor dependendo se a seleção genética privilegia ou não o controle de problemas metabólicos (ascite e morte súbita ). Não devemos, portanto, estranhar que quanto mais produtiva a matriz fique , quanto menor a incidência de morte súbita e ascite e quanto maior o rendimento de abate , menor seja a rusticidade e o apetite iniciais , maior seja o comportamento “ciscador” e maior seja a dependência em ambiência . O comportamento “ciscador” afeta diretamente o conteúdo do bolo alimentar “, explica.
Em relação ao manejo, Froilano explica que as características genéticas trazem mudanças no comportamento das aves jovens. “Quanto mais produtiva fica a matriz, quanto menor a incidência de síndrome da morte súbita e ascite a linhagem apresentar e quanto maior for o rendimento de abate , menores serão a rusticidade e o apetite iniciais e maiores serão o comportamento “ciscador” e a dependência em ambiência . Se essa síndrome de inapetência inicial for pronunciada e agravada por uma dificuldade de acesso ao equipamento (por escassez ou inadequação) , exacerba-se o comportamento ciscador com sérias consequências sobre a qualidade do bolo alimentar. Quanto mais a ave ingerir cama
(alotriofagia ), mais deficiente ela ficará, maior o atraso no crescimento e pior a qualidade intestin al. É muito comum observarmos nas aves que assim procedem, uma fluidez do conteúdo intestinal e uma intensa proliferação de gases no ceco.
Um processo muito semelhante ocorre quando a temperatura ambiental é inadequada (muito quente ou muito fria) e quando, com o uso de casulos não há renovação do ar. A apatia crescente das aves acaba desencadeando um processo de deficiência seguido de comportamento alotriofágico. Para evitarmos que isto ocorra é preciso facilitar o acesso das aves ao equipamento inicial, aumentando sua quantidade e incentivando o consumo através de práticas conhecidas . É essencial também permitir a renovação do ar dos casulos e a resposta a essa renovação geralmente é imediata.
Uma cama absorvente, de difícil compactação, isenta de toxinas químicas ou biológicas e sem atrativos que incentivem a ingestão é essencial pra preservação da qualidade intestinal, uma vez que é inevitável que seja ingerida mesmo em pequenas q uantidades”, afirmou Antônio Froilano.
Já em relação ao ambiente de criação, o pesquisador e consultor explica que fatores como ventilação , temperatura e umidade além da oferta adequada de equipamentos para arraçoamento contribuem para a qualidade do que é ingerido . “O ambiente é diretamente relacionado com a ingestão de água pela ave e fluidez do bolo alimentar.
Ele lembra que o consumo excessivo de água aumenta a fluidez intestinal e o trânsito do alimento , diminuindo a capacidade de absorção do intestino por um lado e por outro contribuindo para aumentar a riqueza de nutrientes no seu lúmen , aumentando a proliferação de bactérias.
Antonio Froilano destacou que as dietas convencionais à base de milho e soja, têm constituintes de uma digestibilidade excelente e portanto facilitam a progressão do processo digestivo do que foi ingerido . “À medida que se buscam alternativas a estes ingredientes , na maior parte das vezes se dificulta esse processo digest ivo . Por exemplo ,deixando de lado princípios anti-nutricionais , sabemos que o amido do sorgo é menos digestível que o do milho e que derivados do trigo aumentam a viscosidade intestinal , alterando o equilíbrio bacteriano da superfície da mucosa . Contudo é necessário trabalharmos hoje com ingredientes alternativos por questões de custos , cabendo ao nutricionista zelar pela proporção adequada de cada ingrediente para que o benefício da redução do custo da ração não seja suplantado pela queda no desempenho (custo alimentar).
Por outro lado, equilibrando os íons Sódio, Cloro e Potássio na proporção correta , podemos maximizar não só a absorção de minerais e eletrólitos como de vitaminas e aminoácidos , diminuindo a riqueza do conteúdo do lúmen e baixando o potencial de proliferação Bacteriana”, disse.
Outro fator apontado por Antônio Froilano e que os produtores precisam ficar atentos é a qualidade da água. “Constituindo mais de dois terços de tudo que é ing erido , a importância deste nutriente é enorme. Admite-se que os padrões de potabilidade para aves sejam os mesmos que para humanos. A influência dos padrões de dureza sobre o conteúdo do intestino são pouco conhecidos porém a salinidade , aumenta substancialmente a sua ingestão e fluidez consequente do bolo alimentar ao longo do tubo digestivo, diminuindo sua digestão e absorção”, disse.
De acordo com Antônio Froilano, o crescente apelo de certos mercados à diminuição e melhora do critério da utilização de antibióticos nas produções industriais , está nos expondo novamente a velhos problemas tidos anteriormente como equacionados. “A saúde intestinal hoje, mais do que nunca, é objeto de estudo e atenção intensa nas criações modernas. As linhagens atuais com um potencial genético extraordinário podem ter todo esse potencial desperdiçado ou seriamente afetado se o intestino não estiver íntegro. Cada vez mais soluções alternativas são tentadas e voltam a ser discu tidos antigos assuntos tais como por exemplo, densidade de criação. Um metabolismo excelente é diretamente dependente do potencial genético e do ambiente da criação mas se quisermos ter boa eficiência produtiva precisamos ter seus alicerces fincados sobre uma excelente absorção intestinal”, diz. “É por isso que se tornam cada vez mais importante os encontros promovidos pelas empresas, como a Uniquímica e a Calpis, para que reciclemos os conhecimentos no campo”, conclui o pesquisador e consultor.
Na sequência da palestra de Antônio Froilano, Masaya Kato, Gerente da Calpis, empresa parceira da Uniquímica, apresentou dados sobre o Probiótico Calsporin e como ele tem auxiliado a produção de frangos. “A presença do Calsporin no lúmen intestinal promove as condições favoráveis à multiplicação e manutenção de bactérias benéficas comensais, como Lactobacillus sp. e Bifidobacterium sp., proporcionando um melhor aproveitamento do potencial nutritivo dos alimentos”, explicou.
De acordo com Kato, a saúde intestinal é garantida pela atividade dos microrganismos presentes na grande diversidade microbiológica e que uma vez em desequilíbrio, a saúde é gravemente prejudicada, ou seja, torna-se quase impossível manter a saúde do animal se a microflora intestinal não estiver saudável. “Consequentemente, a saúde intestinal se torna essencial para se ter um uso eficiente de todo potencial nutritivo da ração, um melhor aproveitamento dos aminoácidos, vitaminas e minerais”, afirmou.
Para auxiliar neste ponto da produção, o Calsporin, comercializado no Brasil pela Uniquímica, é um probiótico natural, estável e aprovado pela Comunidade Europeia. Promove o equilíbrio intestinal de aves e suínos e aumenta o aproveitamento dos nutrientes, além de reduzir a fermentação no intestino grosso causado pelo excesso de nutrientes não aproveitados pelos animais. O Calsporin melhora o desempenho dos animais e também reduz odor das excretas.
De acordo com Sílvio Groto, Gerente da Fábrica de Ração da Rigor Alimentos, é sempre muito importante participar de eventos que levem ao campo maneiras de otimizar a produção. “Os produtores precisam ficar atentos ao que acontece no mercado e às novas ideias e conceitos”, disse.
Para Leikka Iwamura, Médica Veterinária da Korin, é essencial ter essa visão ampla da avicultura. “Precisamos sempre estar atentos às alternativas de produção em busca da adequação ao nosso público”, afirmou.
O Diretor de Negócios da Uniquímica, Marcos Banov, destacou que o encontro promovido em Rio Claro reflete a necessidade de acompanhar as mudanças constantes no segmento avícola. “Este é um setor muito dinâmico e levar o conhecimento ao campo é uma grande honra e satisfação para a Uniquímica”, disse.
Masaya Kato, da Calpis, reforça esta necessidade. “A qualificação técnica auxilia muito nos resultados zootécnicos no campo e cada vez mais as empresas precisam ser parceiras do produtor no campo”, disse.





















