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Um enfoque oportuno – por Joel Naegele

Nos últimos anos, graças aos fortes investimentos ocorridos em vários setores da economia, as ofertas de emprego se multiplicaram. No entanto, falta capacitação ao brasileiro.

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Um enfoque oportuno – por Joel NaegeleO presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, em artigo publicado no informativo “Carta da Indústria”, órgão oficial da entidade, focou um dos mais sérios problemas relacionados com a empregabilidade: a falta de capacitação do pretendente ao emprego.

O dirigente da tradicional e importante instituição afirma que não há carência de oportunidades de trabalho, e sim falta de gente competente para ocupar as vagas, em grande número, à disposição das pessoas.

Nos últimos anos, graças aos fortes investimentos ocorridos em vários setores da economia, as ofertas de emprego se multiplicaram, e houve um incremento, por parte das empresas, na busca de candidatos a ocupar essas vagas. No entanto, o despreparo dos interessados os manteve fora do mercado, ou, em outra análise, tornaram-se subempregados frustrados e mal remunerados por não terem os salários desejados, mas apenas os merecidos. Isto é um fato facilmente perceptível pela existência de vagas e grande procura por emprego.

Em 1978, participamos de um seminário realizado em Brasília sob o patrocínio do extinto Incra, e com forte apoio do governo federal, reunindo representantes indicados pelas cooperativas rurais. Aproveitando a experiência dos profissionais das áreas administrativas convidadas, nosso objetivo foi o de propor a inserção, nas faculdades de Economia, Administração e Ciências Contábeis, de matérias ligadas ao setor agrícola, que já àquela altura começava a demonstrar sua importância, hoje absolutamente reconhecida por todos.

O interesse do governo era o enriquecimento da grade escolar das instituições de ensino superior, com a finalidade de transmitir aos futuros profissionais conhecimentos práticos e efetivos, preparando-os para uma gestão competente à frente das cooperativas. Naquela época, essas associações necessitavam – e possivelmente ainda hoje necessitam – de pessoal qualificado para entender, em toda a plenitude, a grandiosidade e a inegável importância da agricultura brasileira que, a cada dia que passa, produz mais e melhor, reforçando sua participação no mercado mundial.

Lembro-me bem, mesmo decorrido tanto tempo, de que uma das constatações observadas era exatamente o paralelismo existente entre as escolas e o mercado. As instituições de ensino não preparam os alunos para o trabalho e as empresas, por isso, não os empregam depois de formados.

É preciso construir uma ponte que os liguem.

Por Joel Naegele, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, conselheiro da Associação Comercial do Rio de Janeiro, membro da Câmara Setorial de Agronegócio da Alerj e diretor da Associação Comercial de Cantagalo.

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