Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Economia

Banco Rural tem cotas penhoradas

Juiz determina que massa falida da Petroforte passe a receber dividendos destinados a Kátia Rabello.

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A penhora das cotas de Kátia Rabello foi determinada pelo juiz Beethoven Giffoni Ferreira, da 18ª Vara da Justiça de São Paulo, no fim de outubro deste ano. Junto com ela, o juiz determinou o bloqueio das contas bancárias da dona do Banco Rural, o envio de um ofício ao Banco Central (BC) com cópia da decisão e a intimação de todos os envolvidos no processo por meio de carta precatória – instrumento usado quando decisões dadas em um Estado sejam cumpridas em outro – remetida à Justiça de Minas Gerais. Na sexta, ela cumpriu a determinação e intimou as empresas.

Das cinco empresas do grupo que foram alvo da decisão do juiz paulista, apenas uma não foi citada. Na Trapézio, a holding da família Rabello que detém 86,5% do Banco Rural, o superintendente que atendeu o oficial de Justiça informou não ser a pessoa responsável para receber a intimação. Ela deve ser citada nos próximos dias. As demais empresas – Banco Rural Investimentos, Banco Simples, Rutra Corretora de Seguros e Rural Empreendimentos e Participações – receberam as intimações. Nos documentos entregues pelo oficial de Justiça aos representantes das companhias, há uma ordem expressa para que os proventos e dividendos gerados pelas cotas de Kátia Rabello sejam direcionados à massa falida. A ordem de penhora ainda pode ser revertida em recursos do Grupo Rural ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Procurado pelo Valor, o Banco Rural, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não pode se manifestar porque o processo tramita em segredo de Justiça. A reportagem, no entanto, esteve no Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, onde tramita a ação, e constatou que o segredo de Justiça havia, de fato, sido determinado. No entanto, atendendo a um pedido da massa falida da Petroforte, autora da ação judicial, o juiz derrubou a medida em 14 de dezembro. Na prática, isso permite que qualquer interessado, e não apenas as partes envolvidas no processo, possa consultá-lo.

O processo aberto pela massa falida da Petroforte contra Kátia Rabello decorre de uma suposta ligação entre o grupo comandado por ela e o ex-dono da empresa distribuidora de petróleo, Ari Natalino da Silva. A empresa de Natalino, morto há dois anos, teve a falência decretada em 2001, mas anulada pelo TJ paulista no ano seguinte. Em 2003 a quebra do grupo, com sede e Paulínia, no interior paulista, e mais de 300 empresas, foi confirmada de forma definitiva. A administração da massa falida apurou uma dívida de R$ 750 milhões devidos a mais de três mil credores, mas inúmeros recursos do ex-controlador impediram que ela começasse a buscar recursos para quitar seus débitos. Apenas em 2005 foi possível iniciar a recuperação de ativos. Mas até hoje apenas R$ 40 milhões foram localizados e R$ 15 milhões recuperados, já que boa parte das empresas que compunham o grupo estava registrada em nome de laranjas.

Com a penhora das cotas de Kátia Rabello na Trapézio, que controla o Rural, cria-se uma situação curiosa: na prática, a massa falida passa a ter em mãos a maioria das cotas do banco mineiro. Procurado pelo Valor, o BC não se manifestou até o fechamento desta edição.

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