Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,87 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,95 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,73 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 171,96 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 192,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 198,74 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,90 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,92 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.268,54 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.126,03 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 194,71 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 176,90 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,73 / cx
Economia

Preços agrícolas fecham setembro com alta de 5,43%

Preços agrícolas fecham setembro com alta de 5,43% em São Paulo. Frango e milho tiveram altas expressivas.

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O IqPR, Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista, fechou setembro com alta de 5,43%, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice de preços dos produtos de origem animal subiu 6,88%, enquanto o índice de preços dos produtos de origem vegetal apresentou elevação de 4,84%.

As altas mais expressivas ocorreram nos preços do feijão (54,74%); da laranja para mesa (26,02%); do algodão (23,11%); do milho (20,32%); da carne de frango (19,11%) e do trigo (18,52%). A estiagem prolongada levou a perdas na produção e atrasou o plantio e a entrada do feijão novo (em especial nas principais regiões produtoras do Sul-Sudeste), dizem os pesquisadores José Alberto Angelo, José Sidnei Gonçalves, Luis Henrique Perez, Danton Leonel de Camargo Bini e Eder Pinatti. “Apesar de se notar certa resistência no atacado aos movimentos exacerbados de elevação, o efeito conjuntural do atraso do plantio pela seca somente será dissipado em novembro com as primeiras colheitas da safra de verão.”

Na laranja de mesa, a demanda da agroindústria citrícola, no mercado livre da fruta in natura, pressionou as cotações, numa conjuntura de produção menor na presente safra, associada à elevação do consumo com os primeiros dias mais quentes deste segundo semestre. Mas, “até o momento, pode-se caracterizar movimento de recuperação, uma vez que (os preços) estão pouco acima dos custos de produção praticados”, dizem os analistas do IEA.

Os reduzidos estoques internacionais do algodão, associados à produção brasileira insuficiente para atender à demanda, decorrente da economia em crescimento, pressionam os preços internos da fibra para cima. Esta tendência, na opinião dos técnicos, persistirá até a entrada de produto em volumes substanciais no mercado internacional, possibilitando importações. “Se isso não ocorrer apenas na colheita da próxima safra – nos primeiros meses de 2011 – haverá reequilíbrio no mercado.”

Problemas climáticos de seca na Austrália, Rússia e Ucrânia e a nova estimativa norte-americana elevaram os preços de milho, trigo e soja no mercado internacional e criaram expectativas no mercado financeiro de aposta na alta dos alimentos no mercado futuro, observam os pesquisadores. A perspectiva de alta nas principais bolsas formadoras dos preços internacionais pode ajudar na superação da valorização cambial, aliviando no curto prazo a queda do poder de compra da moeda nacional.

Já o aumento nos preços das carnes de frango e suína deve-se ao crescimento da demanda por parte dos consumidores no varejo, dizem os analistas. São produtos substitutos da carne bovina. As cotações da carne suína estão em ascensão em função de um período de entressafra com estiagem prolongada (ciclo anual), que reduziu a oferta de boi gordo. “Ademais, na carne de frango, as vendas externas deram impulso mais decisivo aos preços internos, o que tem permitido compensar a elevação dos custos de produção em virtude dos aumentos dos preços do milho e da soja (usados na alimentação destes animais).”

As quedas mais relevantes foram verificadas nos preços do tomate para mesa (25,57%) e dos ovos (2,52%).

Últimos 12 meses

No acumulado dos últimos 12 meses, a análise aponta expressivas altas nos índices geral (33,88%), de produtos vegetais (38,27%) e de produtos animais (21,84%). Destaque para o aumento nos preços do algodão (84,56%), reflexo da significativa queda dos estoques internacionais em plena entressafra brasileira; do amendoim (47,55%); da carne de frango (40,49%); da carne suína (29,28%); do café (25,62%), que vem recuperando preços no mercado internacional após período de preços baixos; do milho (23,59%) e da carne bovina (20,89%). “Esses produtos tiveram em 2009, na média, preços baixos, o que enseja períodos de recuperação. Tanto assim que praticamente todos apresentam preços atuais remuneradores, cobrindo os custos de produção com alguma rentabilidade.”

Ainda no caso da carne bovina, o aumento de preço é decorrente, em grande parte, do ciclo pecuário (plurianual), já que se está na fase ascendente do ciclo. Entretanto, a carne bovina não se tornará um artigo de luxo, diferentemente do que foi dito em importante congresso internacional de carne, dizem os pesquisadores do IEA.

Do lado da demanda, os preços agropecuários vem mostrando firme tendência de aumento desde setembro de 2009, movimento que se acirrou após janeiro deste ano. O ritmo do crescimento econômico verificado em 2010, com aumento da massa salarial, leva a significativa e persistente pressão da procura exatamente no momento em que ocorre a entressafra da produção agropecuária (fato que se prolongará até o início da colheita da safra das águas, entre novembro e março de 2011), dizem os analistas. “De qualquer maneira, há na conjuntura atual a formação de expectativas que conduzem a preços crescentes, fato que somente será revertido ou não em função da magnitude dos volumes colhidos, do comportamento dos preços internacionais e da resistência das estruturas de mercado: dos consumidores aos movimentos especulativos.”

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