Brasil e França propõem normas mundiais. Uma delas é impedir a compra, por estrangeiros, de terras agricultáveis em países pobres.
Regras à agricultura
Brasil e França articulam uma proposta conjunta para regulamentar o mercado agrícola global, disseram ontem autoridades francesas em Genebra. O plano foi discutido durante a mais recente cúpula da segurança alimentar, em Roma, há duas semanas.
Segundo o ministro francês da Agricultura e Alimentação, Bruno Le Maire, ele toma como base três pontos: proteção das terras agricultáveis “contra a especulação” (em especial compras por estrangeiros); criação de mecanismo internacional de estabilização de preços e manutenção ambiental.
No primeiro ponto, o mais enfatizado por Le Maire, o incômodo claro da França é a compra, pelos chineses, de terras na África, que tem se ampliado nos últimos anos.
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O ministro francês evocou a “”segurança estratégica mundial” para criticar a ação de grupos estrangeiros que, ao comprarem terrenos em países mais pobres, colocariam em risco a subsistência das populações locais.
























