Brasil e França propõem normas mundiais. Uma delas é impedir a compra, por estrangeiros, de terras agricultáveis em países pobres.
Regras à agricultura
Brasil e França articulam uma proposta conjunta para regulamentar o mercado agrícola global, disseram ontem autoridades francesas em Genebra. O plano foi discutido durante a mais recente cúpula da segurança alimentar, em Roma, há duas semanas.
Segundo o ministro francês da Agricultura e Alimentação, Bruno Le Maire, ele toma como base três pontos: proteção das terras agricultáveis “contra a especulação” (em especial compras por estrangeiros); criação de mecanismo internacional de estabilização de preços e manutenção ambiental.
No primeiro ponto, o mais enfatizado por Le Maire, o incômodo claro da França é a compra, pelos chineses, de terras na África, que tem se ampliado nos últimos anos.
Leia também no Agrimídia:
- •Há uma década valorizando quem faz a força do agronegócio: está aberta a votação do Prêmio Quem é Quem 2026
- •Disciplina sanitária diária é chave para conter riscos na suinocultura
- •Preços do milho recuam com afastamento de compradores, mas retenção de oferta evita baixas mais severas
- •Chuvas dão largada ao plantio da safra 2026/27 e sustentam valorização da soja e do farelo
O ministro francês evocou a “”segurança estratégica mundial” para criticar a ação de grupos estrangeiros que, ao comprarem terrenos em países mais pobres, colocariam em risco a subsistência das populações locais.























