Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 149,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 155,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,92 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 140,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.563,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.503,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
Destaque Todas Páginas
Logística

Carretas de soja do MT levam nove dias para descarga em portos

A opção ferroviária não atrai porque as operações de transbordo são lentas e o preço não é competitivo.

Compartilhar essa notícia
Carretas de soja do MT levam nove dias para descarga em portos

Carretas carregadas com 50 toneladas de soja em Sapezal, no meio-norte do Mato Grosso, levam três dias a mais para fazer a descarga nos Portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). A viagem de 2,2 mil quilômetros, que há dois anos levava seis dias, ficou mais demorada este ano em razão das precárias condições das estradas e do gargalo nos portos.

Como os veículos demoram mais para retornar, há falta de caminhões. Com isso, o custo do frete dobrou e absorve 27% do valor da soja na região, uma das principais produtoras desse grão no Estado. Mato Grosso lidera a produção nacional de soja que, nesta safra, chegará a 66,3 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Ontem (7/3), o produtor e presidente do Sindicato Rural de Sapezal, Claudio José Scariote, tentava monitorar os veículos que seguiam com soja para os portos de São Paulo e Paraná. “As estradas estão em péssimas condições e os caminhões viajam em comboios, com velocidade reduzida. Nesse momento, tem filas no corredor BR-163/BR-364 (principal via de escoamento da soja no Mato Grosso), nos portos e no entreposto da ferrovia em Alto Araguaia”, descrevia. A demora obrigava o produtor a tentar fretar carretas extras. “Está difícil, pois estão pedindo R$ 300 a tonelada posta em Paranaguá”, disse. Em 2012, o frete não chegava a R$ 180 por tonelada. “Culpam até o aumento no diesel”, disse.

A opção ferroviária, segundo Scariote, não atrai porque as operações de transbordo são demoradas e o preço não é competitivo. “Comparando com a rodovia, o custo sai elas por elas”, disse. Os produtores de Sapezal têm a opção de embarcar a soja na Hidrovia do Madeira, em Porto Velho, mas os 950 quilômetros de estradas até o terminal de embarque estão muito ruins. O frete, que em 2012 era de R$ 80 por tonelada, agora custa exatamente o dobro. “Estamos colhendo uma safra gigante, mas da porteira para fora está um caos”, disse.

Para o operador Joel Soares, coordenador de logística de uma das maiores transportadoras de Rondonópolis, na região sul do Mato Grosso, o principal gargalo está nos portos. “Uma carreta perde de 24 a 30 horas na descarga, o que é um absurdo.” Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as estradas não comportam o volume de caminhões. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) anunciou o recapeamento da BR-163 a partir da próxima semana entre o Posto Gil, a 140 km de Cuiabá, e Nova Mutum (MT), mas as obras não ficam prontas para esta safra. A previsão é de que o serviço se estenda até Sinop (MT). No sul, a rodovia será duplicada entre Rondonópolis e Jaciara (MT). De acordo com Soares, no Estado de São Paulo, entre as dificuldades, estão as restrições ao tráfego de caminhões nas regiões metropolitanas e o alto custo dos pedágios.

Mais lidas

Relacionados

Suinocultura Industrial 332
SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344