A indústria química pode impactar positivamente na balança comercial brasileira em até US$ 37 bilhões nos próximos 15 anos.
Indústria química rende US$ 37 bilhões à balança comercial brasileira até 2030
A indústria química pode impactar positivamente na balança comercial brasileira em até US$ 37 bilhões nos próximos 15 anos. É o que aponta levantamento realizado pela consultoria de negócios Bain & Company, em parceria com a Gas Energy, a pedido do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A pesquisa afirma que o Brasil tem “alto potencial de desenvolvimento do setor”, mas que só se tornará realidade se as “oportunidades propostas pelo estudo sejam postas em prática”. Foram analisadas 19 cadeias químicas com o apoio de especialistas da consultoria, especialistas internacionais, observadores independentes, a comunidade acadêmica e os empresários locais, a fim de se verificarem possibilidades efetivas de atração de investimentos sustentáveis.
Foram elencados aqueles segmentos em que o país tem reais condições de competitividade: defensivos agrícolas, lubrificantes; oleoquímicos; químicos para minérios; químicos para concreto; químicos para E&P; aditivos alimentícios (animais e humanos); aromas, sabores e fragrâncias; aromáticos; butadieno, isopreno e derivados; cosméticos; derivados da celulose; derivados do silício; fibras de carbono; poliamidas; poliuretanos; químicos para couro; e tensoativos.
Leia também no Agrimídia:
- •Diferença de quase 90% no preço do suíno vivo entre México (97,74¢/lb) e Brasil (51,72¢/lb) expõe desequilíbrio na suinocultura
- •Embargo europeu pressiona ajuste sanitário na pecuária brasileira
- •Exportações de frango somam 1,94 milhão de toneladas e batem recorde no primeiro quadrimestre de 2026
- •Suinocultura do Reino Unido inicia 2026 com margens negativas após alta de custos e recuo nos preços
“A indústria química brasileira pode potencializar vantagens comparativas específicas do Brasil em vários dos segmentos estudados”, explica Rodrigo Más, sócio da Bain & Company e um dos líderes do estudo. Foi dado especial destaque ao potencial de criação de base industrial química a partir de matérias-primas renováveis, com impacto potencial de até US$ 30 bilhões na balança comercial em 2030. “O Brasil tem vantagens competitivas estruturais para almejar a liderança mundial na produção de químicos a partir de renováveis”, afirma Más.























