Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 64,76 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,53 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,63 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,59 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 4,79 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 4,98 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 162,48 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 185,94 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 154,14 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 174,12 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,18 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,20 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.360,73 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.329,79 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,19 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,24 / cx
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Desafios e oportunidades – por José Zeferino Pedrozo

José Zeferino Pedrozo é o atual presidente da Faesc e do Senar/SC

Desafios e oportunidades – por José Zeferino Pedrozo

Acelerar a integração do Brasil com o mercado mundial, via ampliação e celebração de novos acordos de livre comércio, é um das metas que sempre perseguimos, tanto na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), quanto na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). A busca por um acordo do Mercosul com a União Europeia sempre foi uma prioridade para o setor agropecuário – que agora se concretiza e deve ser comemorado. Esse acordo comercial deverá levar dois anos para aprovação interna pelos respectivos blocos, portanto, haverá tempo para que as cadeias do agronegócio se adaptem às exigências, desafios e oportunidades que se apresentam.

Esse avanço nas relações multilaterais confere prestígio e credibilidade ao Brasil para conquista de mercados periféricos. A União Europeia está reduzindo a produção de leite e de carnes por questões ambientais – dejetos e gases de efeito estufa – e isso cria boas chances ao Brasil.

Após duas décadas de negociações, o acordo traz benefícios para exportadores de aves, suínos e ovos processados.  A cota total de exportações de carne de frango será de 180 mil toneladas no ciclo de 12 meses. O maior avanço, entretanto, será este: em 15 anos as tarifas irão zerar. Outro ponto positivo: o acordo definiu a viabilização de embarques para carne suína e ovos processados brasileiros para o Bloco Europeu.  Há pelo menos meia década o Brasil realizava investidas para embarcar estes produtos para a UE.

O leite, setor sensível da agroeconomia brasileira, terá atenção especial. Evidente, que aqui está embutido um desafio para toda a cadeia produtiva de elevar qualidade para igualar-se aos padrões europeus. Há várias décadas, o Brasil investe maciçamente na qualificação dos produtores, na melhoria genética dos rebanhos, no aperfeiçoamento do manejo e da nutrição para obter um produto lácteo superior, mas ainda estamos alguns pontos atrás dos países que pontificam na área de lácteos. O acordo, portanto, é uma excelente oportunidade para tornar ainda mais célere a modernização. Para isso, os produtores de leite terão isenção de tarifas de importação de máquinas e equipamentos, como resfriadores e robôs.

No segmento de proteína animal, o Brasil é francamente superior e imbatível em fatores como qualidade, capacidade de produção e preço para abastecer qualquer mercado internacional. Nesse aspecto, Santa Catarina é francamente beneficiada com suas formidáveis cadeias produtivas de aves, suínos, lácteos, grãos e frutíferas.

Acertadamente, o Mercosul negociou um tempo maior para que setores se adaptem a nova realidade. O fato relevante é que essa conquista marca 2019 como um novo momento para o setor de proteína animal do Brasil, com a possibilidade de embarcar um fluxo maior para um dos mais relevantes mercados consumidores globais. Ao mesmo tempo, o acordo pontuará critérios mais justos e transparentes nos negócios  entre os dois blocos

Novos desafios se impõe agora e, entre eles, desenvolver um programa de imagem e diferenciação de produtos e consolidar exportações de maior valor adicionado. Apesar de atualmente ser um dos maiores produtores em muitas cadeias do Agro, a imagem do Brasil é injusta e frequentemente associada ao desrespeito com o meio ambiente.

Para o futuro, outras possibilidades poderão se viabilizar se desenvolvermos projetos nacionais de fomento às exportações adaptados às realidades locais do agronegócio, com ações de promoção comercial e competitividade. Poderemos criar programas para a sensibilização, capacitação e desenvolvimento de novas cadeias agropecuárias para o comércio internacional, por meio de parcerias entre entes públicos e privados, investir em programas de comercialização no exterior voltados para pequenos e médios produtores, bem como fomentar as exportações de produtos agropecuários de valor agregado, explorando atributos relacionados às diferenciações regionais e indicações geográficas. Enfim, uma nova era de relações se inicia.

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