Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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A constante evolução do PCV2 e as vacinas contra circovirose

Por Heloiza Nascimento

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A constante evolução do PCV2 e as vacinas contra circovirose

O primeiro diagnóstico para o vírus PCV2 no Brasil ocorreu em 1999 pela equipe da EMBRAPA Suínos e Aves. Porém, sinais clínicos provocados por ele, como a síndrome multissistêmica do definhamento suíno (SMD), pneumonias e outras doenças secundárias associadas e agravadas pela circovirose surgiram somente em 2005.

Desde o lançamento das vacinas comerciais para leitões contra a circovirose em 2008, a produção brasileira de suínos tem garantido a sanidade de seu plantel por meio da vacinação, e assim, assegurado a entrega de índices zootécnicos satisfatórios e lucrativos nas granjas.

Com o passar dos anos, no entanto, ocorreu o surgimento de variantes do PCV2. Atualmente, já se trabalha a existência de oito genótipos do vírus (PCV2a, PCV2b, PCV2c, PCV2d, PCV2e, PCV2f, PCV2g e PCV2h – Franzo e Segalès, 2018), com destaque para os genótipos PCV2b e PCV2d.
Os diferentes tipos de vírus podem estar presentes na mesma granja e os suínos serem infectados por mais de um genótipo do PCV2. Após a implementação da vacinação dos plantéis, a forma clínica da circovirose foi controlada, porém os casos subclínicos vêm chamando a atenção de médicos-veterinários no campo, que observaram um aumento dos linfonodos, detectados durante necropsias e também a presença de animais virêmicos no plantel.

As modificações genéticas que vêm ocorrendo no PCV2 alteram sua aparência perante o sistema imune, ou seja, promovem a mudança de aminoácidos localizados em epítopos (parte do vírus que é reconhecido pelo sistema imune dos suínos), responsáveis pela ativação do sistema imunológico. E isto pode não resultar numa resposta imune ideal.

Considerando que todas as vacinas disponíveis no Brasil são produzidas a partir de um único genótipo de PCV2 (PCV2a ou PCV2b), a cobertura vacinal disponível hoje pode não mais atender à necessidade real de proteção do plantel contra os genótipos prevalentes.

Estudos têm demonstrado que existe proteção cruzada a partir de vacinas com o genótipo PCV2a (maioria das vacinas comercias no Brasil) para os demais genótipos circulantes no País, que são o PCV2b e o PCV2d. Porém, mais importante que a homologia entre o vírus vacinal e o vírus de campo é a similaridade entre os pontos do PCV2 reconhecidos pelo sistema imune do suíno (epítopos) e os pontos que o vírus vacinal contém. Essa similaridade serve para prever a resposta imune e traçar a cobertura das vacinas contra os PCV2a, PCV2b e PCV2d.

Estudos prévios feitos nos Estados Unidos indicam que para uma melhor proteção contra a circovirose, uma vacina contendo apenas um único genótipo de circovírus confere menor proteção do que uma vacina que contenha dois genótipos diferentes do PCV2.

O que chama a atenção dos veterinários é o fato de um patógeno antes considerado controlado, ser hoje causa de prejuízos e de preocupação para a suinocultura brasileira e mundial. Por ser um vírus com grande potencial de mutação, investimentos em pesquisa, diagnóstico e prevalência, além de novas vacinas comerciais, se fazem ainda mais necessários.

 

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