Compradores europeus consideram comprar carne britânica um risco que não estão preparados para assumir
UE não se compromete com pedidos de carne do Reino Unido por temores de tarifas sem acordo do Brexit

A Associação Britânica de Processadores de Carne (BMPA na sigla em inglês) afirmou por meio nota que um sentimento de pânico está dominando a indústria de carne do Reino Unido, à medida que os exportadores veem riscos com a saída do país do Brexit sem acordo.
Compradores europeus consideram comprar carne britânica traz riscos que não estão preparados para assumir. Um deles é a possibilidade de tarifas de até 65% em certas importações que devem ser entregues após 31 de outubro. Portanto, comprometer-se com quaisquer pedidos ou contratos de fornecimento que se estendam após a data do Brexit não faz sentido.
A situação tem feito que os compradores se recusem a estabelecer contratos de fornecimento de longo prazo com os exportadores de carne do Reino Unido. Segundo a Associação se isso continuar, o Reino Unido pode testemunhar o um declínio estrutural e de longo prazo na capacidade e no patrimônio agrícola do país.
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A BMPA afirma que as seguradoras que cobrem essas remessas e facilitam a movimentação de mercadorias entre países estão se recusando a indenizar por perdas relacionadas a uma uma saída do Brexit sem acordo. Além disso, com uma taxa de câmbio volátil, atrasos discutidos nas fronteiras e completa incerteza sobre se o Brexit ocorrerá em 31 de outubro, a solução óbvia para os compradores da UE é adquirir produtos de outros países.
Isso significa que, em 31 de outubro, as empresas britânicas de carne, que agora estão sendo forçadas a exportar dia a dia a “preços spot”, podem ver os pedidos simplesmente cessarem, sem contratos de fornecimento de longo prazo para suavizar o golpe.





















