Carvão escasso e caro tira força da indústria chinesa e eleva insumos globais oferecidos pelo país
Crise energética chinesa também é responsável pelo encarecimento de insumos para agricultura

Sempre que há problemas de abastecimento global de suprimentos fornecidos pela China paira a suspeita de que há um complô de Pequim contra seus clientes dependentes. Depois dos agroquímicos, agora é a vez dos fertilizantes.
Mas há uma crise de energia em curso por lá e as indústrias já estão sentindo desde final de julho.
É verdade que os preços saltaram e as relações de trocas dos produtores no Brasil, para 2022, estão perigosamente perto do ponto de que equilíbrio. De fato, o mercado produtor chinês foi enxugado, no caso das empresas químicas, e agora há o fator de pressão da agência governamental para que se controle as vendas de insumos para nutrição vegetal.
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Só o país responde por 30% de todo comércio mundial de fosfato e boa parte da ureia.
A crise energética grave na China, pela escassez e encarecimento do carvão, principal matriz, já traz reflexos diretos na economia manufatureira, sobretudo para os grandes setores consumidores, como os dois citados.
As estatísticas de setembro já mostram uma menor atividade industrial como um todo. Somente o Índice de Gerente de Compras (PMI, em inglês) recuou para a mínima de sete meses, a 50,8, depois dos 51,3 de agosto – mês também que renovou queda.
E fica, ainda em suspense, o agravamento geral sobre a economia caso não haja uma solução para a crise de insolvência da incorporadora Evergrande.





















