Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Economia

Setor de máquinas e implementos agrícolas prevê aumento de 40%

Indústria está otimista e projeta faturamento de R$ 38,3 bilhões no ano

Setor de máquinas e implementos agrícolas prevê aumento de 40%

Força do Campo

A expectativa de uma safra recorde de grãos, os altos preços das commodities agrícolas, o crescimento as exportações e a capitalização dos produtores rurais deixaram otimistas os fabricantes de máquinas e implementos em 2021. Graças a isso, o setor projeta um faturamento total de R$ 38,3 bilhões no ano, 40% acima do desempenho de 2020 em termos reais, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A expansão prevista no ano, porém, fica abaixo da alta de 49,8% registrada no acumulado até setembro ante igual período de 2020, para R$ 28,9 bilhões – sendo 86% do valor provenientes do mercado interno -, e a percepção sobre 2022 é mais cautelosa. Segundo o presidente do conselho de administração da entidade, João Carlos Marchesan, o cenário para o ano que vem é “um pouco mais complexo”, com aumento de custos de produção e dos juros, além da falta de insumos nas fábricas e de linhas de financiamento para os agricultores.

Mesmo assim, a rentabilidade da próxima safra de verão deverá permanecer “muito boa”, segundo Marchesan, e o crescimento das vendas da indústria, embora menor, será importante porque vai ocorrer sobre uma base elevada de comparação, refletida também na geração de empregos. Segundo o executivo, o número de funcionários das fabricantes de máquinas passou de 44,1 mil em dezembro de 2019 para 52,1 mil no fim de 2020, mesmo com o impacto da covid-19, e chegou a 59,1 mil em setembro deste ano.

A cautela é compartilhada por Vilmar Fistarol, presidente da CNH Industrial para a América Latina, dona das marcas New Holland Agriculture e Case IH. Ele não revela dados e projeções de vendas da empresa, mas diz que depois do período de fechamento de fábricas no início de 2020 por causa da pandemia, a produção voltou, o mercado se recuperou bem e o desempenho no ano foi melhor do que o previsto – com crescimento de 17,7% no faturamento do setor, para R$ 27,3 bilhões, pelos números da Abimaq.

O problema, diz Fistarol, é que as empresas já sentem um “pé no freio” no desempenho devido à falta de insumos como semicondutores no mercado global, ao aumento dos preços do aço, a gargalos logísticos e à desvalorização do real que, embora favoreça as exportações do agronegócio, pressiona os custos nas fábricas. “E ainda deveremos enfrentar esses mesmos inconvenientes ao longo de 2022”, avalia. A CNH produz máquinas agrícolas em Sorocaba, Piracicaba e Curitiba, no Brasil, e em Córdoba, na Argentina.

Com unidades industriais em Montenegro e Horizontina, no Rio Grande do Sul, e em Catalão, em Goiás, a John Deere também está mais confiante em relação ao desempenho deste ano do que com o de 2022. Em 2021, a empresa será “parte importante” do crescimento de 40% do setor previsto pela Abimaq, diz o diretor de assuntos corporativos da empresa para a América Latina, Alfredo Miguel Neto, sem detalhar números.

Para o ano que vem, no entanto, além da volatilidade cambial e da alta dos custos dos insumos agrícolas, o executivo vê incertezas em relação à oferta e à previsibilidade de crédito em volume e condições atrativas principalmente para os pequenos e médios produtores. Ele cita como exemplo a suspensão, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no fim de setembro, das contratações de financiamentos do Moderfrota, o principal programa de aquisição de máquinas e implementos agrícolas do Plano Safra, que cobra juros de 8,5% ao ano, e teve os recursos esgotados em menos de três meses.

“Hoje os produtores só encontram linhas que começam de 12% ou 13%”, compara Miguel Neto. Ainda assim ele se diz “otimista” com o comportamento do mercado no ano que vem, mas entende que uma previsão mais precisa vai depender das definições de plantio durante o primeiro trimestre.

A AGCO, que registrou um crescimento de 67,3% nas vendas líquidas no primeiro semestre frente ao mesmo período de 2020 na América do Sul, principalmente no Brasil, na Argentina e no Chile, estima que o mercado brasileiro fechará 2021 com alta de cerca de 30%, diz o gerente geral da empresa e vice-presidente da marca Massey Ferguson América Latina, Rodrigo Junqueira. A previsão é menor que a da Abimaq, mas para 2022 a companhia tem uma estimativa de manutenção do “crescimento sólido registrado no último ano”.

A empresa tem fábricas em Canoas, Santa Rosa e Ibirubá (RS) e em Mogi das Cruzes (SP). No ano passado, anunciou investimentos de US$ 25 milhões em um período de dois a três anos na unidade industrial de São Paulo.

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