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Ciência

Da bancada ao prato: mudanças na rotulagem nos EUA para carne de laboratório

Gessulli Agrimídia conversou com as pesquisadoras Vivian Feddern e Ana Paula Bastos, da Embrapa Suínos e Aves, para entender mais sobre as possíveis consequências dessa decisão e as possíveis implicações futuras para o mercado brasileiro

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Da bancada ao prato: mudanças na rotulagem nos EUA para carne de laboratório

A decisão recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de conceder permissão para a rotulagem e comercialização da carne de frango produzida em laboratório tem gerado discussões e expectativas sobre o impacto que essa inovação pode ter na indústria alimentícia e na sociedade como um todo. A Gessulli Agrimídia conversou com as pesquisadoras Vivian Feddern e Ana Paula Bastos, da Embrapa Suínos e Aves, para entender mais sobre as possíveis consequências dessa decisão e as possíveis implicações futuras para o mercado brasileiro.

Atualmente, a carne de frango produzida em laboratório já é comercializada em alguns países, sendo Singapura o pioneiro nesse aspecto. No entanto, a permissão dada pelo USDA para a rotulagem e comercialização nos Estados Unidos sinaliza um passo importante em direção à adoção mais ampla desse tipo de produto. Embora existam empresas em todo o mundo trabalhando na criação de carne de laboratório (também comumente chamada de carne cultivada), dois fabricantes – Eat Just e UPSIDE Foods – têm buscado ativamente a aprovação de produtos a serem vendidos nos Estados Unidos. Um dos maiores obstáculos tem sido determinar como rotular as proteínas de forma transparente para os consumidores. Depois de um longo processo que incluiu debate e feedback público, o USDA decidiu que o frango criado em laboratório será rotulado como cultivado em células.

A decisão de rotulagem atualmente se aplica apenas a Eat Just e UPSIDE Foods, mas uma decisão mais ampla pode ocorrer no final deste ano. Anteriormente, as duas empresas também receberam o status GRAS (Geralmente Reconhecido como Seguro) pelo Food and Drug Administration (FDA). Com um rótulo aprovado em mãos, essas empresas posteriormente trabalharam com o USDA para obter uma Concessão de Inspeção para seu Centro de Engenharia, Produção e Inovação, o que foi aprovado no dia 21 de junho de 2023, sendo o último item no processo regulatório pré-mercado antes que a empresa possa produzir comercialmente e vender seu frango cultivado nos Estados Unidos.

Segundo as pesquisadoras da Embrapa, a permissão para rotular a carne de frango cultivada em laboratório como segura para consumo pode ter diferentes reações por parte do público consumidor. “A permissão para rotular a carne de frango cultivada em laboratório como segura para consumo pode ter diferentes reações por parte do público consumidor. Algumas pessoas podem demonstrar curiosidade e abertura para experimentar essa nova alternativa proteica, especialmente aquelas preocupadas com o bem-estar animal e a sustentabilidade ambiental”, Vivian Feddern, pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves.

“Por outro lado, alguns consumidores podem expressar preocupações em relação à segurança e à qualidade dos alimentos produzidos em laboratório. Para lidar com essas preocupações, será essencial investir em campanhas educacionais e de conscientização para promover a confiança do consumidor e fornecer informações claras sobre o processo de produção e os padrões de segurança adotados”,  Ana Paula Bastos, pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves.

Impactos no longo prazo

A introdução da carne de frango cultivada em laboratório pode potencialmente revolucionar a indústria de alimentos. Como apontam as pesquisadoras, a aceitação crescente dessa alternativa pode levar a uma mudança significativa nos hábitos de consumo e nas estratégias de produção convencional.

“Se a carne cultivada ganhar aceitação e popularidade, pode ocorrer uma mudança no mercado. Isso pode levar os produtores tradicionais a ajustarem suas práticas agrícolas e adotarem novas abordagens, como a tecnificação da produção e a oferta de ingredientes para produtos híbridos que combinam vegetais e células animais”, apontam as pesquisadoras.

Além disso, a decisão do USDA pode desencadear um movimento de aprovação e regulamentação semelhante em outros países, incluindo o Brasil. As pesquisadoras acreditam que a decisão do FDA nos Estados Unidos pode servir como um exemplo para órgãos regulatórios nacionais, como a Anvisa e o Mapa, ao avaliarem a possibilidade de aprovar a carne de frango cultivada em laboratório no Brasil.

A Embrapa Suínos e Aves, reconhecida por seu papel de liderança em pesquisa e inovação na indústria de alimentos, está ativamente envolvida no desenvolvimento e na avaliação da carne de frango cultivada em laboratório. A instituição está comprometida em abordar questões cruciais, como segurança alimentar, qualidade do produto e impactos ambientais.

“Assim como realizamos pesquisa e inovação para a produção convencional de carne, nossas ações também estão voltadas para produtos à base de células animais. A produção de carne cultivada apresenta riscos semelhantes aos da carne convencional, mas também oferece vantagens, como menor risco de contaminação e maior bem-estar animal devido à eliminação da necessidade de abate”, afirmam as pesquisadoras.

Para enfrentar os desafios relacionados ao consumo de recursos e à emissão de gases de efeito estufa, a Embrapa está comprometida em realizar uma avaliação econômica e ambiental em escala laboratorial. Isso permitirá uma compreensão mais abrangente dos impactos da carne de frango cultivada em laboratório em comparação com a produção convencional. Além disso, a instituição pretende explorar novas tecnologias e processos que possam contribuir para a sustentabilidade da produção alimentícia.

 

 

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