Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Legislação

A partir de agora, Produtor Rural poderá utilizar cadastro ambiental para calcular ITR

Especialista em tributação no agronegócio explica como nova lei desburocratiza o processo de declaração do Imposto Territorial Rural para o agropecuarista

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A partir de agora, Produtor Rural poderá utilizar cadastro ambiental para calcular ITR

Medida prevista na Lei 14.932, de 2024, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, na última quarta-feira (24/7), autoriza que, a partir de agora, produtor rural utilize o Cadastro Ambiental Rural (CAR) para fins de apuração da área tributável de imóvel rural. A nova lei, que altera o Código Florestal (Lei 12.651, de 2012), também retira o caráter obrigatório da utilização do Ato Declaratório Ambiental (ADA) para efeito de redução do valor a pagar no Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). 

O advogado especialista em tributação no agronegócio, Leonardo Amaral, do escritório Amaral e Melo Advogados, explica que para calcular o ITR, são excluídas da área do imóvel, todas as parcelas correspondentes à preservação permanente e de reserva legal, assim como aquelas que não recebem nenhuma atividade agropecuária e ainda as áreas de interesse para a proteção dos ecossistemas. Todas essas informações deveriam ser registradas no Ato Declaratório Ambiental (ADA), junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

Já o Cadastro Ambiental Rural (CAR), conforme o advogado explica, é um registro público eletrônico nacional, de caráter obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem como finalidade reunir todas as informações ambientais das propriedades e posses rurais, compondo uma base de dados completa para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico, assim como para o combate ao desmatamento em todo o território brasileiro. 

Com a nova lei, Amaral afirma que o produtor rural tem motivos para comemorar a desburocratização no trâmite. “Essa alteração na legislação relacionada ao ITR, que agora passa a permitir o uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR), como prova da existência de áreas ambientais, significa que o proprietário de imóvel rural não vai mais precisar reunir os vários documentos antes obrigatoriamente exigidos, para fazer a comprovação dessas áreas. Ou seja, o processo tende a se tornar mais prático para o produtor, que antes se via em risco até de sofrer multas diante de qualquer desorganização com o passo a passo tão burocrático”, explica Leonardo. 

Dessa forma, o efeito prático é a simplificação do processo para o produtor realizar a sua Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR). “Trata-se de uma grande vitória para o setor e para cada contribuinte, que terá um cenário mais simples para organizar a sua prestação de contas”, complementa. O advogado, no entanto, reforça que para a apresentação da DITR 2024, cujo prazo vai de 12/08 a 30/09, a Receita Federal do Brasil terá que corrigir a Instrução Normativa 2.206/2004,  pois ainda consta a previsão da exigência do ADA para a exclusão das áreas não tributáveis, finaliza.

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