Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
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Economia na suinocultura

Suinocultura brasileira bate recordes de abate e exportação em 2025, mas excesso de oferta interna limita preços

recordes de exportação sustentam o volume, mas o alto abate pressiona as cotações no mercado nacional

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Suinocultura brasileira bate recordes de abate e exportação em 2025, mas excesso de oferta interna limita preços

O setor de suinocultura brasileiro registrou um recorde histórico de abate no terceiro trimestre de 2025. Dados preliminares do IBGE indicam que, entre julho e setembro, foram abatidos 15,8 milhões de suínos, representando 1,488 milhão de toneladas de carcaças. Esse crescimento (+5,26% em cabeças e +6,07% em toneladas) foi mais que o dobro do incremento ocorrido no 3º trimestre de 2024 em relação a 2023. No acumulado de janeiro a setembro, o abate cresceu 3,43% em cabeças e 4,88% em carcaças em comparação com 2024.

Exportações em Alta Histórica e Mudança de Parceiros

As exportações de carne suína in natura continuam a crescer em relação a 2024, com o mês de outubro fechando como o segundo melhor mês da história, com 125,6 mil toneladas exportadas (+8% em relação a outubro/24). No acumulado do ano (janeiro a outubro), já foram embarcadas 1.110.636 toneladas, um crescimento de 13,53% sobre o mesmo período de 2024.

O mapa de exportação sofreu mudanças: as Filipinas se mantêm na liderança como principal destino. A China, outrora maior parceiro, caiu para o quarto lugar em outubro, sendo superada por Japão e México, que se consolidaram como mercados relevantes e altamente exigentes para a carne suína brasileira.

Excesso de Oferta Interna e Estabilidade de Preços

Devido ao surpreendente aumento no volume de abate ao longo do ano, houve um aumento de mais de 2% na disponibilidade interna de carne suína em 2025. Essa pequena sobreoferta contribuiu para a estabilidade nas cotações do suíno vivo observada nas últimas semanas, na maioria das praças.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explicou que, diferentemente de 2024, este ano os preços pagos aos produtores se mantêm mais estáveis, mesmo com o aumento sazonal da demanda interna para o Natal. Isso se deve ao fato de que o crescimento na produção brasileira foi muito acima do projetado.

Milho e Farelo de Soja: Relação de Troca Favorável

Apesar do viés de alta nos preços do milho e do farelo de soja no mercado (milho subiu 0,66% em Campinas), a relação de troca do suíno continua muito favorável para o suinocultor. A Conab manteve suas estimativas de safra 2025/26, e a alta nos insumos ainda é considerada relativamente pequena.

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