Apresentada ao Brasil por Oswaldo Gessulli, o frango de pescoço pelado substituiu a galinha caipira e hoje é visto com um dos futuros promissores da avicultura.
O “Velho Gessulli” está presente na transformação do frango caipira no Brasil

Frango Caipira. Qual a primeira lembrança que vem à sua memória? Sim, falar de frango caipira é contar um pouco da história de cada um. Da suculenta polenta ao molho dessa iguaria até aos almoços de domingo com a família reunida, o frango caipira é tradição em praticamente todos os lares do País. Mas, poucos sabem qual a história dessa criação no Brasil, que tem como precursor Oswaldo Gessulli, fundador da Revista Avicultura Industrial.
Gessulli se dedicou a divulgar a avicultura no país e, em suas andanças país a fora, foi na França conheceu uma ave exótica, de pescoço pelado, criada a campo, com penas vermelhas ou pretas, altamente resistente, com carne rígida e muito saborosa. “Como nunca pretendi entrar na avicultura industrial, encantei-me com essa ave, conhecida na França como Label, pois logo vi que ela tinha a cara do Brasil tropical. Ela vem preencher o lugar da conhecida galinha caipira, extinta desde a década de 50, e vai povoar as fazendas, os sítios e as chácaras e quintais deste Brasil”, profetizou o criador em 1991, onde foi destaque na edição “O velho e a galinha”.
O tempo passou e o legado de Oswaldo Gessulli teve continuidade no país. Após 24 anos, o Brasil lança o marco regulatório para a criação dessa ave, uma notícia que reforça a visão transformadora do “velho das galinhas”, que com empreendedorismo e amor à avicultura ajudou na crescente evolução desse mercado ascendente no país. “Para o setor avícola progredir, o importante é cuidar dos animais como se fossem filhos da gente”, dizia o avicultor que formou uma granja, no início da década, onde cerca de 6 mil matrizes deram o ponta pé inicial a essa história promissora.
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Oswaldo Gessulli passou pelo mundo e deixou sua marca enraizada em um dos setores mais promissores da economia nacional e internacional. O produto incentivado por ele agora tem um marco regulatório, intitulado “Avicultura: produção, abate, processamento e identificação do frango caipira, colonial ou capoeira”, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – que define a criação e produção em escala dos frangos e galinhas caipiras e marca a história dessa ave no País assim incentivando mais produtores a investir no manejo. “Onde anda o velho Gessulli?”, “- Na história da avicultura do Brasil!”.
Normatização
Os detalhes da recém-divulgada Norma sobre Produção, Abate, Processamento e Identificação do Frango Caipira, Colonial ou de Capoeira foi destaque na edição 1248 da Revista Avicultura Industrial.
A normatização do sistema de criação se caracteriza pelo uso de aves de raças e linhagens de crescimento lento, assim como com acesso a áreas livres para pastejo em sistema extensivo ou semiextensivo. Além disso, a publicação mostra que ração ofertada às aves é isenta de melhoradores de desempenho de base antibiótica. Antibióticos e anticoccidianos não podem ser utilizados preventivamente.
Acompanhe com exclusividade o panorama do crescimento desse nicho de mercado com a opinião de produtores que atuam com esse tipo de criação, cuja demanda tem crescido impulsionada principalmente por alguns dos principais Chefs de cozinha.
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Essa matéria foi uma sugestão do nosso leitor Fernando Thomas Arruda. Thomas também é produtor e entusiasta da avicultura caipira é responsável também pelo site http://ovocaipira.eco.br/























