Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,51 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,53 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,90 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,24 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,07 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,07 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,68 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.349,10 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.294,62 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,05 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,69 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 154,65 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 172,66 / cx
Destaque Todas Páginas
Etanol

Bioenergia será essencial para enfrentar mudanças climáticas

Etanol brasileiro será essencial para enfrentar o problema que tem afetado o mundo: as mudanças climáticas

Compartilhar essa notícia
Bioenergia será essencial para enfrentar mudanças climáticas

O etanol brasileiro, cuja tecnologia começou a ser desenvolvida na década de 1970 a fim de diminuir a dependência do petróleo, será essencial para enfrentar outro problema que tem afetado não só o país, como o mundo nas últimas décadas e que pode se agravar nos próximos anos: as mudanças climáticas globais.

Mas para viabilizar a ampliação do etanol e de outros biocombustíveis na matriz energética brasileira – e possibilitar que o país cumpra o compromisso de diminuir as emissões de gases de efeito estufa que assumiu no Acordo Climático de Paris em 2015 – será preciso superar uma série de barreiras, que incluem falta de regulação e de incentivos.

A avaliação foi feita por participantes de uma mesa-redonda sobre o papel das fontes renováveis de energia no desenvolvimento, que ocorreu nesta terça-feira (05/06), na abertura da 5ª Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas Globais, que continua até amanhã (06/06) no auditório do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP).

Realizado pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Mudanças Climáticas (NapMC-Incline), com apoio do IEE e do Instituto e Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG-USP), o evento está sendo realizado em homenagem aos 90 anos do professor José Goldemberg, presidente da Fapesp, e em reconhecimento de sua atuação como personagem chave no debate sobre mudanças do clima, planejamento energético, sustentabilidade das florestas e negociações internacionais.

Goldemberg será homenageado formalmente em uma cerimônia no encerramento do evento, com a presença do reitor da USP, Vahan Agopyan.

“O etanol brasileiro representa um exemplo incrível de articulação de diversos setores da sociedade, incluindo empresas, governo e cientistas, que conseguiram desenvolver um sistema de produção de uma energia renovável”, avaliou Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da USP e membro do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia (Bioen).

“Esse sistema foi e continua sendo aperfeiçoado, mas não existe uma coordenação no país que estabeleça que o desenvolvimento tecnológico do etanol brasileiro é prioritário e possibilite aumentar a participação dele na matriz energética brasileira”, disse.

A bioenergia pode chegar a prover um quarto da energia mundial até 2050, reduzindo poluentes e a emissão de gases do efeito estufa e promovendo desenvolvimento sustentável, entre outros benefícios econômicos e sociais, e a América Latina e a África apresentam grande potencial para expansão do setor, destacou Gláucia Mendes Souza, professora do IB-USP e membro da coordenação do BIOEN.

Souza coeditou o relatório internacional Bioenergy & Sustainability: bridging the gaps, uma iniciativa da Fapesp com o Comitê Científico para Problemas do Ambiente (Scope, na sigla em inglês), agência intergovernamental associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Lançada em 2015, a publicação, resultado do trabalho de 137 especialistas de 24 países, recrutados em 82 instituições e coordenados por pesquisadores dos programas Bioen, Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (Biota) e Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), fez uma análises de diversas questões relacionadas com a produção e o uso de bioenergia e sustentabilidade no mundo.

“O Acordo Climático de Paris colocou a bioenergia como essencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no mundo. Sem bioenergia não será possível caminhar rumo a uma economia de baixo carbono”, disse Souza.

Na avaliação dela e de outros pesquisadores participantes do evento, o movimento da indústria automobilística mundial em direção de substituir os motores a combustão dos carros de passeio por motores elétricos não será suficiente para atingir a meta de a temperatura global não superar 1,5 ºC até 2040, e que o aumento da participação da bioenergia na matriz energética mundial será essencial.

“O carro movido a etanol não será uma opção brasileira, mas da indústria automobilística mundial, que parece estar optando pela eletrificação dos veículos leves. Mas o etanol e outros biocombustíveis terão um papel emblemático para o Brasil cumprir suas metas de redução de emissão de gases de efeito estufa”, disse Roberto Schaeffer, professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O governo brasileiro se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, com uma contribuição indicativa subsequente de redução das emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030.

Para isso, o país deverá aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética para aproximadamente 18% até 2030, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como alcançar uma participação estimada de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030. “Entendemos que o etanol representa uma ponte nesse caminho”, disse Rodrigo Lima, diretor da consultoria Agroicone.  

Assuntos Relacionados
biocombustivelbioenergiaetanol
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 65,51
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,81
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,53
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 8,71
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 5,44
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 5,78
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 4,90
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 5,07
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 5,24
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 155,07
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 160,23
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,37
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 180,07
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 146,77
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 169,38
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,66
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,68
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.349,10
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.294,62
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 178,05
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 153,69
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 154,65
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 172,66
    cx

Relacionados

AI – 1343
SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326