Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Empresa

Yara quer elevar produção de adubo

Com o negócio, formalizado em agosto, a Yara tornou-se líder no mercado doméstico de fertilizantes, com uma fatia estimada em 25%.

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A companhia norueguesa de fertilizantes Yara International pretende realizar novas parcerias e aquisições para aumentar sua produção de adubos no Brasil. Os últimos investimentos foram direcionados principalmente à distribuição, com destaque para a compra dos negócios de fertilizantes da Bunge no país, em uma transação avaliada em US$ 750 milhões.

Com o negócio, formalizado em agosto, a Yara tornou-se líder no mercado doméstico de fertilizantes, com uma fatia estimada em 25%. Sua presença no país começou a crescer em 2000, quando comprou a Adubos Trevo. Em 2006, reforçou a estratégia, com a aquisição da Fertibras.

Com as unidades da Bunge, a Yara passa a ter 32 misturadoras e três unidades de produção de adubos fosfatados. Mas, na avaliação de Lair Hanzen, presidente da Yara Brasil, ainda existe um grande descompasso entre o que a empresa distribui e produz. A comercialização prevista para este ano é de 8 milhões de toneladas, mas a companhia produz no Brasil apenas 10% a 15% desse volume, afirma Hanzen. O executivo lembra que o país importa mais de 60% de sua demanda.

Em visita a Cubatão, a uma antiga unidade da Bunge, o presidente e CEO da Yara International, Jørgen Ole Haslestad, disse ao Valor que a empresa tem planos de continuar crescendo no Brasil. Considerado um mercado promissor, o país vai representar um terço da receita da companhia após a inclusão dos resultados da Bunge.

O executivo não quis fazer estimativas sobre expansão, mas afirmou que a Yara está “atenta a oportunidades”, especialmente no segmento de fertilizantes nitrogenados e fosfatados no Brasil. “Dependendo do desenvolvimento do mercado, queremos adquirir companhias, fazer joint ventures. Estamos, em geral, abertos à cooperação para estabelecer a atividade de produção aqui no Brasil”, declarou.

Os fertilizantes representam 90% dos negócios globais da norueguesa, que também fornece produtos e soluções para a otimização do processo industrial, tratamento de água e prevenção de emissão de gases poluentes. No ano passado, a companhia que está presente em 50 países, teve receita bruta de US$ 14,5 bilhões e vendeu 20,7 milhões de toneladas de fertilizantes. Também em 2012, a Yara Brasil teve receita líquida de R$ 3,73 bilhões. No mesmo período, a Bunge Fertilizantes faturou R$ 4,75 bilhões.

Embora a produção de potássio não seja prioridade para a Yara International, a empresa faz estudos de viabilidade de duas minas para exploração do nutriente, uma nos Estados Unidos e outra na Etiópia. Segundo Haslestad, uma decisão sobre a continuidade dos projetos deve ser tomada no próximo ano. A companhia também está prospectando uma mina de fósforo na Finlândia, onde já opera uma mina, e outra no Canadá. Atualmente, a Yara tem (incluindo suas joint ventures) pouco mais de 100 unidades misturadoras e 25 de produção em todo o mundo.

Considerada líder em nutrição de plantas e listada na bolsa de Oslo, a Yara também prevê investir cerca de US$ 10 bilhões em projetos e tecnologias para nutrição de plantas nos próximos quatro a seis anos.

A empresa também lançou um projeto global para monitorar as emissões de carbono na cadeia de fertilizantes. A iniciativa, afirmam os executivos, faz parte da estratégia de buscar produtos com menor impacto ambiental. A meta agora é obter soluções para solos tropicais, razão pela qual a Yara firmou acordo com Embrapa em 2012. A primeira etapa da parceria será o estudo de diferentes formas de adubos nitrogenados para avaliar a eficiência agronômica e a pegada de carbono em diferentes culturas e regiões brasileiras.

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