Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Lei da Mata Atlântica pode desfalcar agronegócio do Paraná

Segundo o deputado Max Rosenmann, caso o projeto de lei seja aprovado, “o Paraná vai virar mato”. Assim como o deputado, representantes da indústria e da agropecuária do Estado também estão alarmados.

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Da Redação 11/11/2003 – 05h40 – Um projeto de lei retirado da gaveta pela Câmara dos Deputados na semana passada alarmou representantes da indústria e da agropecuária do Paraná. Se o PL 285/99 for aprovado nesta quarta-feira, “o Paraná vai virar mato”, afirma o deputado Max Rosenmann. Conhecido como Lei da Mata Atlântica, o documento abre brechas para proibição de plantio de lavouras e árvores exóticas em 95% do território paranaense. Hoje, somente 10%, concentrados nas regiões Leste e Sul, são classificados como Mata Atlântica.

Representantes da indústria florestal e da agropecuária reuniram ontem os deputados federais do Paraná, em Curitiba, para pedir que trabalhem para que o projeto seja retirado de votação. Eles terão que contar com mais da metade dos votos (a Câmara tem 513 deputados). Como o projeto afeta também estados como Santa Catarina e Minas Gerais, a expectativa é de que haja mais de 257 deputados contrários, mas a possibilidade de a bancada governista aprovar o texto é um risco concreto, na avaliação dos deputados paranaenses.

Ambientalistas

Os ambientalistas comemoram a retomada da discussão sobre a Lei da Mata Atlântica. Eles consideram que o documento representa a salvação do bioma, presente em 17 estados brasileiros e reduzido a menos de 8% da área original. A proposta cria incentivos à preservação, como a isenção de Imposto Territorial Rural (ITR) de áreas protegidas. No ano passado, a Rede Mata Atlântica, que reúne mais de 200 organizações não-governamentais ecológicas, juntou 160 mil assinaturas para acelerar a votação do projeto, mas não teve resultado imediato.

“O problema é que, se o governo entender que uma lavoura fica no meio do caminho de animais da Mata Atlântica, o plantio pode ser suspenso. O proprietário terá simplesmente que deixar de plantar, sem receber qualquer indenização”, critica o deputado Max Rosenmann. Ele teme que, em nome da preservação, o Paraná tenha sua economia desfalcada.

A proibição pode se estender a qualquer cultura, inclusive a soja, principal produto da agricultura paranaense, afirma o presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal, Roberto Gava. “A base florestal exportou US$ 442 milhões neste ano. As vendas de soja foram de US$ 987 milhões. Com a lei, esta renda se perde”, declara.

Adiamento

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) defende que a discussão não foi aprofundada o suficiente. Para a entidade, é necessário que a votação seja adiada para análise dos impactos sobre a economia e a reavaliação da área protegida. Se o projeto for aprovado sem alterações, “os impactos vão comprometer toda a atividade econômica e afetar o nível de emprego do Paraná”, afirma o presidente do sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. Segundo a entidade, só o setor de extração florestal gera 150 mil empregos diretos e 750 mil indiretos.

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