Estado deixou de exportar 3,6 mil toneladas de carne. Liberação de produtos armazenados é positiva.
Embargo da Rússia já reflete no RS
Da Redação 06/10/2004 – A liberação, por parte do governo russo, do ingresso naquele país de cortes e subprodutos de carne bovina, suína e de aves brasileiros armazenados em terminais portuários até o último dia 20, deverá aliviar o prejuízo causado ao setor pelo embargo. De acordo com o diretor executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos (Sips) do RS, Rogério Kerber, somente o Estado deixou de exportar para a Rússia no período 3,6 mil toneladas de carne.“Os embarques têm fluxo contínuo. Se não for retomado este mercado, o setor vai buscar outro, sujeito à depreciação de preços, aumento no custo da estocagem e todo um diferencial que pode ocorrer.” Apesar de não acreditar que a autorização para embarque de 30 t do produto armazenado solucione o impasse, o diretor executivo da Associação Brasileira dos Exportadores de Frangos (Abef), Cláudio Martins, afirma que a Rússia depende da oferta de carne do Brasil para atendimento a licenças de compra obtidas da União. “Os russos podem ficar uns 40 dias sem a carne brasileira. Depois, terão dificuldades.”
Uma missão de autoridades governamentais e empresários brasileiros aproveitará uma viagem a Moscou na segunda-feira, agendada antes do bloqueio, para negociar a reabertura das importações. O vice-presidente da República, José Alencar, deverá integrar a comitiva. As vendas de carnes à Rússia renderam neste ano mais de meio bilhão de dólares. Do RS, são adquiridos cerca de 6 mil t/mês de produtos suínos.
Leia também no Agrimídia:
- •Produtividade sustentou o agro por 25 anos, mas crédito caro deixou o setor exposto após a pandemia, aponta Cepea
- •ABCS e ABEGS apresentam pautas sanitárias da suinocultura ao novo diretor do departamento de Saúde Animal
- •Paraná deve colher 22,75 milhões de toneladas de soja em 2026/27, estima Deral
- •Mercado de frango segue sem impacto dos novos focos de Newcastle em SC
























