Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
Destaque Todas Páginas

Empresários querem produzir carne “tipo exportação” em MS

Representantes argentinos e espanhóis estiveram no Estado conhecendo a cadeia produtiva da pecuária de corte.

Compartilhar essa notícia

Redação (29/10/2008)- Na semana passada, empresários argentinos e espanhóis estiveram no Estado conhecendo a cadeia produtiva da pecuária de corte. Eles visitaram fazendas, frigoríficos, associações de classe e o governo estadual. Em reunião com a secretária Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (Seprotur), ponderaram sobre o motivo da visita: querem fazer uma aliança mercadológica com o setor para produzir carne tipo exportação para Europa.

Com 51,3 milhões de cabeças de gado em 2007, a Argentina possui o quarto maior rebanho no mundo para fins comerciais. Atualmente é a quarta maior exportadora de carne bovina no mundo, com uma participação de 7% no total das exportações mundiais de carne bovina, apenas atrás do Brasil, Austrália e EUA.

Dados da Oficina Nacional de Controle Comercial Agropecuário (ONCCA, na sigla em espanhol), que controla o setor agropecuário na Argentina, mostra que o abate naquele país chegou a quase 15 milhões de cabeças em 2007, contra 13 milhões em 2006. As exportações do produto chegaram a 539 mil toneladas em 2007, sendo 4,6% inferior a 2006. Contudo a receita das exportações foi de US$ 1,28 milhão, 6,8% maior à receita obtida em 2006 devido ao aumento de preços nos cortes resfriados.

Porém, em meados de abril passado, o governo argentino decidiu suspender as exportações de carne bovina para garantir o abastecimento interno do produto naquele país, o que causou reflexos na cadeia comercial do setor. É o caso do Instituto Rosenbusch, empresa de capital argentino dedicada a sanidade animal – originou-se em 1917 na Sociedade Rural Argentina (entidade mais representativa do poder agropecuário do país) – e que desenvolveu um moderno “Sistema de Carnes Rastreadas – Pampa Mia”.

A suspensão das exportações colocou em “cheque” as parcerias já existentes do Instituto Rosenbusch no mercado internacional, a exemplo da aliança mercadológica existente com os espanhóis. Empreendedores e conhecedores do potencial produtivo pecuário brasileiro, a saída estaria em viabilizar novas parcerias para que o negócio continuasse sendo viável, e assim foi feito.

O empresário sul-mato-grossense Rogério Beretta, diretor do Laboratório Rosenbusch no Brasil, atesta que o programa já começou a ser implantado em propriedades localizadas no município de Campo Grande. Segundo ele, “Através do know how que nossa empresa possui no comércio internacional de carnes, estamos iniciando o processo de identificação eletrônica em fazendas que estejam interessadas em participar do nosso programa de produção integrada de carnes. A identificação dos animais com ‘chip’ eletrônico é fundamental para um perfeito sistema de rastreabilidade, fator primordial para se atingir o mercado nobre de carnes da Europa”.

O sistema também foi aprovado pela secretária Tereza Cristina, que dias antes da visita dos empresários esteve em uma das propriedades onde foi instalada a identificação eletrônica nos animais e pode testar o programa. “Acredito que se tivermos um protocolo de todo o processo, a parceria pode se tornar altamente viável”, ponderou, na ocasião.

Segundo o presidente do Instituto Rosenbusch, Dr. Rodolfo Balestrini, a proposta é produzir uma carne diferenciada em parceria com pecuaristas do Estado para atender um nicho específico de consumidores europeus, em especial os espanhóis. Uma das demandas é por carne de vitelo, ou seja, bezerro de leite cujo abate acontece entre 8 a 10 meses – conforme a nova legislação européia.

Conforme Tereza Cristina, todo o processo se daria através de parcerias: cria/terminação/acabamento – abate – exportação. “Viabilizar uma atividade econômica dessa grandeza é uma excelente oportunidade para o nosso Estado. Isso não é poesia, é business. Sem dúvida é um excelente negócio para a classe pecuária”, sugere a secretária ao ponderar que: “a demanda existe, precisamos agora formar um grupo de fornecedores”.

Os empresários também puderam conhecer a Associação Sul-mato-grossense dos Produtores de Novilho Precoce, onde tiveram a oportunidade de conhecer um caso de sucesso de aliança mercadológica. Fundada há 10 anos por produtores que investiram na produção de carne de excelência, e com atuais 218 associados, toda produção do grupo é comercializada através do Programa Garantia de Origem (G.O), da Rede Carrefour. Atualmente 50% da carne G.O comercializada no mercado nacional é produzida pelo Novilho Precoce MS. Ano passado, o grupo abateu 48.369 bovinos, dos quais 88,33% foram classificados no Programa G.O.

Assuntos Relacionados
exportaçãoprodução
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329