Os países ricos não se entendem nem sobre como lidar com a fome no mundo nem com a posição dos países emergentes.
Reunião entre G8 e emergentes fracassa
Ontem, a primeira reunião entre ministros da Agricultura da história do G8 (países industrializados) com as economias em desenvolvimento, entre eles o Brasil, se transformou em um grande fiasco e uma demonstração de mal-estar com os países emergentes.
Depois de horas negociando uma nova estratégia para lidar com o setor agrícola no planeta, a declaração final do G8 exclui a posição dos países emergentes. Mesmo assim, a estratégia não passa de uma lista de boas intenções sem qualquer compromisso político entre os governos dos países ricos.
A posição de cada país emergente será apenas citada em um resumo feito pelos italianos, que organizam o evento em Treviso. Segundo diplomatas de países emergentes, o fiasco na reunião é uma demonstração da crise de identidade que vive o G8 depois do estabelecimento do G-20 e do surgimento das economias emergentes no cenário internacional. Diante da recessão internacional, ficou claro que o G8 já estava ultrapassado e que um novo bloco estava ganhando força.
Leia também no Agrimídia:
- •Diretrizes internacionais detalham critérios para uso e monitoramento de vacinas contra peste suína africana
- •Vacinação intradérmica avança na suinocultura e já alcança 55 milhões de animais no Brasil
- •Cadeia de ovos do RS reforça biosseguridade e avalia avanços do Programa Ovos RS
- •Micotoxinas ganham atenção crescente na produção animal
Mas os países ricos insistem em manter os encontros do G8, apesar das acusações de que já está ultrapassado. Para tentar dar um sinal de abertura, a Itália, que preside o grupo, convidou os países emergentes para a reunião.























