Mercado brasileiro de carne bovina, suína e de frango precisam de atenção governamental.
Fusão de concorrentes ou de complementares?
O Brasil se tornou o maior fornecedor de carnes para o mundo. Nos últimos quatro anos, a indústria da carne brasileira cresceu com aporte de capital de investidores, em especial dos países desenvolvidos, criando uma dependência dessas empresas pelo financiamento de curto e longo prazo. Com a ausência desses recursos, foram as dificuldades que cresceram.
Os problemas que empresas dos setores bovino, de aves e suínos enfrentam, algumas com pedido de recuperação judicial, não são fatos isolados. São indícios de problemas que devem ser vistos com atenção também pelo governo. Por um lado, existe a necessidade de agir e rapidamente no socorro dessas empresas; por outro lado, o dilema de colocar dinheiro público em atividades empresariais. O caminho a tomar requer a análise da cadeia de valor.
A pecuária bovina de corte está presente em quase 70% das propriedades brasileiras. No correr de março, o patrimônio desses empresários reduziu entre 6% e 10%, dependendo da região. Para produzir as cerca de 520 mil toneladas de carne por mês (produção média em 2008), segundo dados de abate do IBGE foram empregadas cerca de 360 mil pessoas nas fazendas, cujo salário médio é superior ao salário urbano em 65% dos municípios, segundo pesquisas do Cepea.
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