Qualidade do produto bovino do Rio Grande do Sul é colocada em dúvida pelo bloco europeu. Estado deve investir em marketing.
UE ignora carne gaúcha
O Rio Grande do Sul precisa investir no marketing da carne. Esta é a conclusão a que chegaram o presidente da Emater, Mario Nascimento, e o diretor da Secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Orvalino Kuhn, que participaram de rodadas de negócios com frigoríficos europeus na Feira Internacional de Alimentos da Alemanha (Anuga). “O Brasil é tido como um País de carne de segunda”, revela Nascimento.
No evento, eles souberam que o País se equipara ao Paraguai nos preços recebidos pela carne. “Para eles, o Brasil só tem carne de zebu”, acrescenta Nascimento. Ele e Kuhn se esmeraram em valorizar a qualidade da carne gaúcha, obtida de animais de raças europeias. Mas o consumidor e, sobretudo, supermercados, casas de carne e restaurantes, entre outros, não enxergam essa diferença. Para romper o preconceito, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) montou a churrascaria Barbacoa no parque de exposições Koelnmesse. O local serviu picanha, contra-filé e filé mignon.
A boa notícia é que as oportunidades estão abertas para pequenos e médios frigoríficos. Segundo Nascimento, importadores europeus procuram fornecedores.
Leia também no Agrimídia:
- •Cuiabá sedia simpósio para discutir custos, inovação e sanidade na suinocultura
- •Professor da UPF conquista reconhecimento internacional no maior congresso mundial de suinocultura
- •Carne suína primária cresce no varejo britânico apesar da queda no consumo total
- •Processamento de soja no Brasil deve crescer em 2026 impulsionado pela demanda interna























