Brasil quer reduzir burocracia em certificação de carne bovina in natura destinada para União Europeia.
Bovinos à UE
O Brasil está solicitando à União Europeia que retire a exigência de que a lista de fazendas aprovadas para fornecer bovinos para abate e venda da carne in natura ao bloco seja publicada no diário oficial europeu. Essa é uma das fases do processo de certificação das unidades rastreadas e cujos dados fazem parte do Sisbov.
Segundo o diretor de Programas do Ministério da Agricultura, Ênio Marques, a publicação no diário oficial europeu é desnecessária. A intenção do Brasil é reduzir a burocracia no processo. Marques esteve em Bruxelas, ontem, discutindo o tema na DGSanco, a Direção-Geral de Saúde e Consumidores da Comissão Europeia. Ele disse que os europeus reconheceram que houve avanços no sistema brasileiro de rastreabilidade nos últimos anos. Agora, o Brasil enviará correspondência ao órgão solicitando o fim da exigência.
Desde o início de 2008, a UE exige que apenas uma lista restrita de fazendas, com a rastreabilidade comprovada no Sisbov, forneça animais para abate e venda ao bloco. A UE alegou falhas no sistema de rastreabilidade do gado bovino no Brasil como razão para as exigências. Por conta da medida, hoje, pouco mais de duas mil propriedades brasileiras são autorizadas a fornecer ao bloco.
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