Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Economia

Dólar eleva preço, mas turbina custos

Variação é satisfatória para quem plantou e está vendendo a soja agora.

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A alta do dólar, que acumula 9,10% no mês e fechou essa terça-feira (22) em R$ 2,08, minimiza parte do baque sofrido pelo produtor rural com a seca, especialmente o de soja. A oleaginosa foi vendida esta semana por até R$ 58,00 a saca de 60 quilos. Segundo a Emater, no mesmo período de 2011, este valor era de R$ 42,67. Mesmo que em Chicago o pico seja de 14,12 dólares para entrega em julho e altas mais expressivas já tenham sido registradas neste ano, a cotação faz o resultado em real ser animador. O diretor da Brasoja, Antônio Sartori, reforça que a correlação é direta entre a oscilação da moeda norte-americana e a remuneração do setor produtivo porque as commodities são cotadas na moeda estrangeira. E explica que a variação é satisfatória para quem plantou e está vendendo a soja agora. Mesmo que a quebra no Estado seja, segundo a Emater, de 49,69%, o que representa produção de apenas 5,86 milhões de toneladas. Sartori acrescenta que a subida é positiva ainda para a competitividade do trigo e arroz brasileiro, já que, por causa disso, grãos importados de outros países estão ingressando no Brasil a preços superiores aos nacionais.

Esse é o lado positivo do atual dólar. Mas há o negativo. Além da alta ser insuficiente para compensar o que se perdeu em volume com a seca, o presidente da Comissão de Grãos da Farsul, Jorge Rodrigues, lembra que o setor enfrenta a disparada dos custos. “Há uma alta abusiva de insumos, sendo que o valor dos fertilizantes está fora de propósito.” Segundo ele, o impacto já é sentido na largada da semeadura de inverno e no planejamento para o plantio do próximo verão. Rodrigues diz que, desde janeiro, a alta dos fertilizantes chegou a 25%. E a ureia, usada no preparo para as culturas de inverno, subiu 40%.

Devido às variações, o custo variável de produção para o trigo, calculado pela Fecoagro, subiu 9,35% em relação a 2011, ficando em R$ 992,23 por hectare. “Não temos o que comemorar”, frisa Rodrigues. Esse deve ser o ônus da alta do dólar especialmente para a safra 2012/2013. Sartori reforça: como o Brasil depende da importação para comprar insumos que compõem fertilizantes, o próximo ciclo será absolutamente mais caro.

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