Nutrifont, joint venture entre BRF e pelo grupo irlandês Carbery, confirmou a construção de uma fábrica no RS para a produção de ingredientes para a indústria de alimentos a partir de soro de leite.
Nutrifont investe R$ 130 milhões no RS

A Nutrifont, joint venture constituída em novembro pela BRF e pelo grupo irlandês Carbery, confirmou ontem a construção de uma fábrica no Rio Grande do Sul para a produção de ingredientes para a indústria de alimentos a partir de soro de leite. O investimento será de R$ 130 milhões, dividido meio a meio entre os sócios, informou o diretor de desenvolvimento de negócios da companhia brasileira, Roberto Haag.
A planta ficará no município de Três de Maio, no noroeste gaúcho, e vai processar 315 mil litros de soro de leite por ano a partir de janeiro de 2014, provenientes de duas fábricas de queijo da BRF no Estado. Uma está sendo construída na mesma cidade e será inaugurada em setembro e a segunda já opera em Ijuí, a 80 quilômetros de distância.
Conforme Haag, a Nutrifont vai produzir concentrado de soro (WPC, na sigla em inglês) com 35% a 85% de teor proteína. No futuro, com investimentos adicionais, a unidade também poderá fazer compostos específicos para os clientes e, mais adiante, produtos com marca própria como shakes e suplementos.
Leia também no Agrimídia:
- •Influenza aviária: China suspende importações de aves do Chile e reforça controles sanitários
- •Plataforma digital impulsiona capacitação na suinocultura canadense e amplia eficiência produtiva
- •Porto de Paranaguá amplia exportações de frango em 15% no 1º trimestre de 2026
- •Exportações em alta e preços em queda pressionam a suinocultura brasileira em 2026
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI) do governo gaúcho, a empresa será beneficiada por um recente decreto estadual que concede o diferimento do ICMS (transferência do recolhimento do tributo para a etapa subsequente da cadeia produtiva) sobre o composto básico feito a partir do soro. A Nutrifont também está negociando o enquadramento no Fundopem, o programa de incentivo fiscal local que adia o pagamento de parte do ICMS gerado pela unidade por até 12 anos ou até alcançar 90% do valor investido no empreendimento.





















