Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Economia

Vender carne suína para a China deveria ser ótimo negócio, mas…

… os preços praticados pelos chineses são inferiores ao que seria o mínimo aceitável, tornando desinteressante para exportadores brasileiros. Pelo menos até agora.

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Vender carne suína para a China deveria ser ótimo negócio, mas…

A China é o maior produtor e consumidor de carne suína do mundo, e essa condição única lhe possibilita vantagem comparativa para a compra do produto de outros países, Brasil inclusive. São quase 480 milhões de cabeças de suínos, 52 milhões de toneladas consumidas em 2012, e 38 kg per capita (2,5 vezes o consumo brasileiro…). Segundo o relatório “Perspectivas Agrícolas 2013/2022”, da FAO, a China caminha para ser a maior também em consumo per capita em 2022, o que significa superar o consumo per capita de países como a Alemanha (55kg) e a Áustria (65kg) nos próximos nove anos.

As grandezas são proporcionais: se diminuir em 5% a sua produção anual de carne suína, a China terá que importar a mais 1,5 milhão de toneladas, que vem a ser sete vezes e meia a meta de exportação do Brasil para o mercado chinês. Aparentemente, para o Brasil será um grande negócio aumentar o plantel e trabalhar na perspectiva de exportar, digamos, 1 milhão de toneladas para a China. Temos capacidade instalada para fazer isso em pouco tempo.

Mas… será que compensa? Segundo um trader de exportadora de carnes, a avaliação do setor é que não compensa vender para a China, porque ela atua pesado, deprimindo preços e comprimindo margens, jogando países compradores uns contra os outros, com os EUA sempre disponível para grandes quantidades a preço baixo. E o Brasil não tem preços suficientemente competitivos. Em outras palavras, os preços praticados pelos chineses são inferiores ao que seria o mínimo aceitável, tornando desinteressante para exportadores brasileiros vender para a China. Pelo menos até agora.

A esperança é que a evolução natural das coisas na China obrigue o país a aumentar as importações de carne suína, de tal maneira que perca a condição atual de dono da banca, e seja obrigado a negociar em bases mais atrativas para os exportadores, que no caso brasileiro são as indústrias integradas com os produtores. Nesse caso, chegaremos a um paradoxo interessante: apesar de mal atingirmos 15kg de consumo per capita de carne suína, aumentaremos substancialmente a produção para atender a China, cuja meta é chegar a 60 kg per capita…

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