Demanda doméstica por carne de frango continuou aquecida em novembro, garantindo a sustentação de preços
Demanda aquecida sustenta preço da carne de frango

A demanda doméstica por carne de frango continuou aquecida em novembro, garantindo a sustentação de preços, especialmente dos produtos resfriados, divulgou a análise do Cepea.
De acordo com o centro de pesquisas, no atacado do estado de São Paulo, o frango inteiro resfriado teve preço médio de R$ 3,80/kg em novembro, aumento de 4,4% na comparação com outubro. Em Minas Gerais, alta no preço foi de 1,8%, com média a R$ 4,20/kg.
Por outro lado, para os analistas do Cepea, a demanda externa esteve mais fraca, “de modo que os produtos congelados que seriam embarcados foram direcionados ao mercado interno, elevando a oferta e pressionando as cotações, principalmente no Sul do País”. No Paraná, a queda do frango inteiro congelado foi de 3,7% de novembro para outubro, com preço médio de R$ 3,72/kg.
Leia também no Agrimídia:
- •JBS fatura US$ 21,6 bilhões no 1T26 e cresce 11% na comparação anual
- •Período migratório de ave reforça alerta sanitário para avicultura no Espírito Santo
- •Governo e setor dizem que exportações seguem até setembro e reforçam adequação às exigências da União Europeia
- •União Europeia retira Brasil de lista de exportação de produtos de origem animal
Segundo relatório da Secex, foram embarcadas 297,7 mil toneladas de carne de frango in natura em novembro, volume 11,2% menor que o de outubro – este foi o terceiro mês consecutivo de redução nos embarques. “Apesar disso, os altos preços da carne e alta do dólar diminuíram a queda da receita obtida pelo setor, em 9,8% no comparativo mensal, sendo gerados R$ 1,61 bilhões em novembro”, avaliou a análise do Cepea.
Ainda no relatório, a maior liquidez interna no mercado de carne, por sua vez, elevou os preços do animal vivo em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. No estado de São Paulo, o animal teve preço médio de R$ 2,64/kg em novembro, alta de 4% na comparação com outubro. No Paraná, a elevação foi ainda maior, de 9,6%, com média a R$ 2,46/kg.























