Acordo para compartimentação de novas unidades produtoras avícolas foi assinado nesta quarta-feira
Brasil vai buscar reconhecimento mundial para sistema de compartimentação

O Brasil deve buscar o reconhecimento de países importadores ao programa de compartimentação do sistema produtivo avícola, algo que ainda não existe, afirmou Ariel Antônio Mendes, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A associação assinou nesta quarta-feira (14/03) acordo para compartimentação de novas unidades produtoras avícolas brasileiras, de frango de corte e de genética avícola. Segundo Mendes, os principais alvos são a Europa e Japão, importantes compradores do produto brasileiro.
Segundo Mendes, o sistema traz ganhos competitivos ao Brasil frente ao mercado global de carnes com a estruturação e mapeamento da produção de granjas e demais unidades produtivas. “A compartimentação é diferente de regionalização – como no caso da aftosa – como existe a ave migratória, não seria possível a regionalização”, explicou Mendes.
As primeiras normativas da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) sobre compartimentação apareceram em 2008. “O Brasil se prontificou a adotar o programa piloto”, disse. Ele ressaltou que foram necessários 10 anos para definir os fatores de risco e para empresas investirem em infraestrutura.
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Na compartimentação da unidade da Seara, a empresa investiu inicialmente R$ 5 milhões para o processo que inclui cerca de 280 granjas. “Mas esse não foi o maior investimento, investimos muito mais em inteligência do processo”, afirmou José Antônio Ribas, diretor de Agropecuária da Seara. A unidade da Hy-Line do Brasil em Nova Granada (SP), também recebeu o certificado hoje.
Segundo a ABPA, a unidade da BRF em Lucas do Rio Verde (MT), está em fase de auditoria e dentro de três meses deve receber a certificação.























