Os dados referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2018 revelam, mais uma vez, um recorde para o primeiro bimestre do ano
Um mercado de US$ 169 milhões para o oeste

Com mais de 70% das exportações ligadas ao agronegócio no Estado, está aí um segmento que vai de vento em popa, e não é de hoje. Os dados referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2018 revelam, mais uma vez, um recorde para o primeiro bimestre do ano. Na região oeste do Paraná, onde o comportamento no mercado internacional é bastante ativo e mais de 90% das exportações são ligadas à agricultura e à pecuária, o desempenho das cidades com atividades comerciais de compra e venda de produtos registraram um saldo espetacular.
Ante ao comportamento regional das exportações em crescimento, o que se observa é a confirmação do aumento das exportações das carnes, sobretudo a de frango, principal item da pauta das comercializações externas do oeste paranaense.
Puxados por municípios como Cascavel, Palotina, Cafelândia, Matelândia, Medianeira e Marechal Rondon, dos US$ 241 milhões vendidos para outros países neste primeiro bimestre, 70%, ou seja, US$ 169 milhões vêm desse segmento. “E isso é muito importante para a economia regional, porque quando você vende a carne, é o produto transformado, é o produto com valor agregado. A região vem mantendo e ampliando esta vocação desde a década de 1990 e mais fortemente, no setor carnes, a partir dos anos 2000. Com mercado lá fora, este volume de comercializações só tem a crescer”, avalia o especialista de mercado Camilo Motter.
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No primeiro biomestre de 2017 o segmento carne de frango havia movimentado algo em torno de US$ 150 milhões. No início deste ano o avanço para este mercado foi de 12%.
Balança
Com base nos dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento de Indústria e Comércio Exterior), foram quase US$ 241 milhões em exportações, contra US$ 215 milhões em igual período de 2017, aumento de 12%. Vale lembrar que 2017 foi o melhor ano da história regional à balança comercial. “E este ano tem tudo para isso se repetir. O mercado asiático aponta para manter e até aumentar as compras dos nossos produtos, o câmbio deverá ser favorável, então tudo se desenha para mais um ano extremamente positivo”, avalia o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.
Para o diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, a safra menor promete não comprometer nem o abastecimento interno nem as exportações. “Mesmo com a quebra estimada, devemos ter a segunda maior safra da história de grãos. A do ciclo passado, 2016/2017, não pode ser tomada como base única e exclusivamente porque foi a maior da nossa história, mas, mesmo com a possibilidade de perdas, teremos agora a segunda maior produção. Não há riscos de desabastecimentos e temos estoques excelentes”, reforçou Dilvo.























