Colheita recorde e preço estável da soja marcam início de 2025

O mercado da soja iniciou a semana com estabilidade nos preços. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o preço da soja no Porto de Paranaguá foi cotado a R$ 137,90 por saca nesta segunda-feira (13/1), registrando um leve aumento de um centavo em relação ao valor registrado na última sexta-feira (10/1).
Com a colheita da safra 2024/25 em andamento, a produção brasileira deve alcançar um novo recorde, impulsionada pelo aumento da área plantada. Dados da AgRural indicam que apenas 0,3% da área total foi colhida até o momento, uma marca inferior aos 2,3% registrados no mesmo período do ano passado, reflexo de condições climáticas e do calendário de plantio em algumas regiões.
Embora a tendência seja de queda nos preços à medida que a colheita avança e a oferta aumenta, o mercado encontra suporte em fatores externos. A seca que compromete a produção na Argentina e as incertezas sobre as políticas comerciais do novo governo dos Estados Unidos, especialmente em relação a tarifas de importação e exportação, têm limitado movimentos de baixa nas cotações no Brasil.
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A última semana foi marcada por maior liquidez no mercado físico nacional, especialmente para completar cargas destinadas a contratos a termo. Nas principais praças produtoras, a Scot Consultoria registrou os seguintes preços por saca de soja: R$ 121 em Luís Eduardo Magalhães (BA), R$ 127 em Rio Verde (GO), R$ 123 em Balsas (MA), R$ 129,50 no Triângulo Mineiro e R$ 124 em Dourados (MS). Nos portos, os valores foram de R$ 140 em Santos (SP) e R$ 142 em Rio Grande (RS).
O cenário reflete o equilíbrio entre a expectativa de colheita recorde no Brasil e as preocupações globais com o clima e a política comercial, destacando a complexidade do mercado da soja no início de 2024.























