Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Dólar “vence” USDA e grãos sobem

Dos principais produtos agrícolas negociados no mundo, apenas o trigo refletiu diretamente o relatório do USDA e caiu nas bolsas americanas.

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Redação (12/12/2008)-  Em mais uma mostra de que os fundamentos continuam em segundo plano na formação dos preços internacionais das commodities agrícolas, as cotações de soja e milho subiram na quinta-feira em Chicago à revelia das novas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre oferta e demanda de grãos no país e no mundo. 

Dos principais produtos agrícolas negociados no mundo, apenas o trigo refletiu diretamente o relatório do USDA e caiu nas bolsas americanas. Isso apesar das perspectivas de aumento da inflação nos EUA e da forte queda do dólar em relação a outras moedas estrangeiras, que impulsionaram as demais commodities, inclusive de outros setores da economia. Com a alta de quinta, o salto do CRB, índice que inclui 19 commodities variadas, chegou a 9,6% na semana. 

"Os fundamentos não valem nada", afirmou Renato Sayeg, da Tetras Corretora, em referência à forte influência de movimentações financeiras "estranhas" às commodities depois do recrudescimento da crise financeira global irradiada dos EUA. "Em alguns mercados, os fundamentos estão sendo desprezados integralmente, e o dólar tem sido de fato fundamental". Um dólar fraco teoricamente favorece as exportações americanas. Como as principais bolsas de commodities estão naquele país, o impulso "altista" da queda da moeda sobre as commodities aumentou na crise. 

Na quinta-feira essa influência foi flagrante no milho. Os contratos do grão para março, que atualmente ocupam a segunda posição de entrega em Chicago, fecharam a US$ 3,5150 por bushel, alta de 9,50 centavos de dólar. E isso depois que o USDA reduziu sua projeção para a demanda global pelo grão em 7,84 milhões de toneladas nesta safra 2008/09, principalmente pelo menor interesse na produção de etanol de milho nos EUA, e elevou os estoques finais mundiais em 13,71 milhões de toneladas. São ajustes em relação ao relatório de novembro do órgão. 

A soja também não encontrou no USDA motivos para alta, mas os papéis para março (segunda posição) subiram 25,75 centavos de dólar e fecharam a US$ 8,6050 por bushel em Chicago. No caso do trigo, finalmente, pesou o pequeno aumento da projeção do USDA para os estoques finais americanos e as cotações registraram queda. Março (segunda posição) perdeu 2 centavos de dólar e fechou a US$ 5,0750 por bushel.

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