Fator determinante, estimativas indicam que a produção de milho e soja no Brasil deve cair.
Grãos sobem com redução na oferta
Redação (06/02/2009)- As informações de quebra na produção do trigo chinês e a retração dos negócios por causa dos baixos preços impulsionaram a valorização dos grãos no pregão de ontem. Conforme informações do mercado, os produtores reduziram os negócios e afetaram a oferta. A demanda, por sua vez, cresceu com os compradores aproveitando os melhores preços
Os contratos do trigo para maio fechou com valorização de 3,5%, cotados em US$ 5,7475 o bushel (27,2 quilos). Os preços do milho e da soja também subiram amparados pelo crescimento nas exportações.
Os exportadores americanos venderam 1,1 milhões de toneladas na semana até 29 de janeiro, alta de 5,1% em relação à semana anterior e terceira semana consecutiva com vendas superiores a 1 milhão de toneladas, segundo dados do Departamento de Agricultura (Usda). Os agricultores desaceleraram o ritmo das vendas do milho e da soja devido à queda dos preços, reduzindo assim a matéria-prima dos exportadores e dos fabricantes de alimentos e ração animal.
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"As vendas de milho foram melhores do que se esperava", afirmou Greg Grow, diretor de agronegócios da Archer Financial Services em Chicago. As cotações do milho para maio fecharam em US$ 3,8150 o bushel (25,4 quilos), alta de 3,4%.
Os preços também subiram porque as estimativas indicam que a produção de milho e soja no Brasil deve cair mais do que o previsto uma vez que o clima seco nos estados do sul do País tem afetado as plantações, acrescentou Grow. Os papéis da oleaginosa para maio ficaram em US$ 9,8325 o bushel, alta de 3%.























