Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Grupos multinacionais ampliam domínio na área de transgênicos

Já na primeira safra, maior parte das sementes que entrarão no mercado são transgênicas.

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Redação (13/02/2009)- A liberação comercial de sementes de milho geneticamente modificadas no Brasil pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) elevou a fatia dessas cultivares transgênicas no total registrado pelo governo e causou uma concentração do setor nas mãos de grandes companhias multinacionais. 

Desde o fim da batalha judicial que impedia a venda dessas cultivares no país, em meados do ano passado, 146 das 261 novas cultivares (56%) registradas pelo Ministério da Agricultura são transgênicas, aponta levantamento da ONG ambientalista Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA). "Ou seja, já na primeira safra, maior parte das sementes que entrarão no mercado são transgênicas", diz o especialista Gabriel Fernandes. "Está se armando uma verdadeira invasão de sementes transgênicas de milho". 

O estudo sobre o mercado de sementes comerciais no Brasil indica um processo de concentração e "transnacionalização", indica a AS-PTA. "Hoje, um pequeno grupo de empresas transnacionais, a maioria das quais atua também no setor de agrotóxicos, domina o mercado", diz Fernandes. A AS-PTA mostra que 181 das 310 cultivares de milho (58%) indicadas pelo Ministério da Agricultura no zoneamento agrícola da safra 2007/2008 eram propriedade de apenas cinco empresas multinacionais – Monsanto, Bayer, Pioneer, Syngenta e Dow. 

Para a ONG, a "concentração real" do mercado é maior, já que, embora a Monsanto detivesse 20% das cultivares de milho indicadas no zoneamento, sua participação no mercado teria subido a 40% depois da compra da catarinense Agroeste. 

As indústrias admitem a tendência em cultivares originárias de cruzamentos de espécies diferentes, os chamados híbridos. "As sementes de híbridos estão na mão das multinacionais", diz o presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Ywao Miyamoto. "Todas as empresas que se destacam na área, acabam sendo compradas porque as multinacionais querem este domínio". 

Ele lembra da venda de Braskalb e Agroceres no milho, mas explica que no caso da soja é diferente. "Se fechar muito o mercado, começa a ter muita semente pirata. E isso não é bom para eles", afirma. 

O levantamento da AS-PTA mostra que as cultivares de milho desenvolvidas com genética da Embrapa e comercializadas por empresas brasileiras agrupadas União de Produtores de Sementes de Milho de Pesquisa Nacional (Unimilho) têm uma fatia de mercado próxima de 5%. "Isso ocorre mesmo com a Embrapa tendo 14% das cultivares de milho no zoneamento analisado", afirma Gabriel Fernandes. 

Na primeira reunião da CTNBio em 2009, o colegiado aprovou ontem dez pedidos de liberação de pesquisas com transgênicos e autorizou a realização, em 18 de março, de uma audiência pública para avaliar o pedido de liberação comercial do arroz transgênico tolerante a glufosinato de amônio no Brasil. 

Os membros da CTNBio pediram vistas do processo de liberação do algodão transgênico da Dow AgroSciences. Assim, na próxima reunião, o pedido terá que ser avaliado obrigatoriamente, de acordo com o estatuto da comissão. 

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