Mesmo assim, problemas dos criadores do Nordeste permanece. Quantidade de grão subsidiado é insuficiente para alimentar os animais.
Oferta de milho nos armazéns da Conab é normalizada aos poucos

Depois de quatro dias de viagem e cinco mil quilômetros rodados, a carreta chega de Goiás à Juazeiro do Norte, sul do Ceará, trazendo quase 37 toneladas de milho.
De acordo com a gerência da Conab, este milho deveria ter sido distribuído cinco semanas atrás, mas só agora está sendo estocado para ser distribuído a pecuaristas de dois municípios da região do Cariri: Granjeiro e Várzea Alegre, distantes em média 80 quilômetros de Juazeiro do Norte.
O milho é vendido por um preço subsidiado aos criadores afetados pela seca e cadastrados no programa de distribuição de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab.
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Leandro de Lima diz que se preparou para comprar 50 sacas de 60 quilos, mas só foi possível comprar 15 sacas.
O município de Granjeiro, no sertão do cariri cearense, retrata bem como a seca prolongada já comprometeu a pastagem do rebanho bovino de três mil cabeças. De agosto para cá, Joaquim de Aquino só teve acesso a compra de 44 sacas de milho da Conab, que foram transformadas em farelo e reforçam a alimentação do gado.
Segundo a Conab, o transporte de milho para os estados do Norte e do Nordeste aumentou 88% nos últimos 30 dias, mas para o representante da Ematerce, Natanael Calisto, é necessária uma ampliação urgente do programa de distribuição de milho do Governo Federal, do contrário, a situação no campo tende a piorar cada vez mais.























