Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Economia

Cresce fatia estrangeira na moagem de cana

Mesmo após as perdas, companhias tiveram que dar continuidade à expansão já iniciada antes da crise.

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Cresce fatia estrangeira na moagem de cana

Apesar das frustrações, a presença estrangeira no segmento de etanol e açúcar no Brasil tem crescido de forma expressiva. Levantamento feito pelo Valor mostra que, juntas, as 14 principais multinacionais que investiram em usinas de cana ampliaram a moagem em 60% nas últimas cinco safras. Nesse intervalo, o processamento da matéria-prima no país cresceu apenas 6,5%.

moagemA moagem realizada por usinas controladas por capital estrangeiro somou 154 milhões de toneladas na safra encerrada em 31 de março deste ano (2014/15). Foi um volume equivalente a 24% do total nacional, que alcançou 643 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No ciclo 2009/10, o “market share” foi de 16%.

Os cálculos consideram as moagens totais das usinas controladas por grupos estrangeiros mesmo quando eles têm sócios brasileiros minoritários. No caso da Shell, que “divide” a Raízen Energia em partes iguais com a Cosan, foi considerado o volume equivalente a sua participação.

O maior dinamismo estrangeiro nesse segmento não está diretamente relacionado à satisfação com o negócio. Grande parte dessas companhias está entregando prejuízos consecutivos a seus acionistas. A questão é que, depois que se compra uma usina, é praticamente obrigatório continuar investindo no ativo, seja para ganhar escala ou para otimizar o uso da capacidade. Algumas companhias, tais como a americana Bunge e a espanhola Abengoa, até tentaram voltar atrás e se desfazer de suas unidades, após perdas sucessivas. Mas não encontraram interessados.

Há três anos a Bunge amarga em seu balanço global prejuízos operacionais no segmento “Açúcar e Bioenergia”. Essa operação está concentrada nas oito usinas brasileiras, cuja aquisição, segundo o mercado, custou mais de US$ 2 bilhões à americana. Em 2012, a perda operacional do segmento alcançou US$ 118 milhões. No ano seguinte, US$ 34 milhões e em 2014, foi de US$ 23 milhões.

Apesar das frustrações, a presença estrangeira no segmento de etanol e açúcar no Brasil tem crescido de forma expressiva. Levantamento feito pelo Valor mostra que, juntas, as 14 principais multinacionais que investiram em usinas de cana ampliaram a moagem em 60% nas últimas cinco safras. Nesse intervalo, o processamento da matéria-prima no país cresceu apenas 6,5%.

2008-06-11 Corte Mecanizado Canavial Maquinas Cana Moagem (126)A moagem realizada por usinas controladas por capital estrangeiro somou 154 milhões de toneladas na safra encerrada em 31 de março deste ano (2014/15). Foi um volume equivalente a 24% do total nacional, que alcançou 643 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No ciclo 2009/10, o “market share” foi de 16%.

Os cálculos consideram as moagens totais das usinas controladas por grupos estrangeiros mesmo quando eles têm sócios brasileiros minoritários. No caso da Shell, que “divide” a Raízen Energia em partes iguais com a Cosan, foi considerado o volume equivalente a sua participação.

O maior dinamismo estrangeiro nesse segmento não está diretamente relacionado à satisfação com o negócio. Grande parte dessas companhias está entregando prejuízos consecutivos a seus acionistas. A questão é que, depois que se compra uma usina, é praticamente obrigatório continuar investindo no ativo, seja para ganhar escala ou para otimizar o uso da capacidade. Algumas companhias, tais como a americana Bunge e a espanhola Abengoa, até tentaram voltar atrás e se desfazer de suas unidades, após perdas sucessivas. Mas não encontraram interessados.

Há três anos a Bunge amarga em seu balanço global prejuízos operacionais no segmento “Açúcar e Bioenergia”. Essa operação está concentrada nas oito usinas brasileiras, cuja aquisição, segundo o mercado, custou mais de US$ 2 bilhões à americana. Em 2012, a perda operacional do segmento alcançou US$ 118 milhões. No ano seguinte, US$ 34 milhões e em 2014, foi de US$ 23 milhões.

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