Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,35 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,54 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,97 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,26 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,65 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 164,30 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,68 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.352,41 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.295,10 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,07 / cx
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 154,65 / cx
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Fatores externos e excesso de safra influenciaram preços da soja em setembro

Segundo dados da Conab, até 1º de outubro, apenas 4,1% da área total de soja no Brasil havia sido colhida, um percentual inferior aos 4,6% registrados no mesmo período do ano anterior

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Fatores externos e excesso de safra influenciaram preços da soja em setembro

Os preços da soja tiveram uma queda no mercado brasileiro durante o mês de setembro. Essa diminuição está relacionada à desvalorização no mercado internacional e ao excesso de oferta da safra 2023/24 no Brasil. No entanto, é importante notar que apesar do rápido início e otimismo na semeadura da soja no país, chuvas irregulares, principalmente em regiões do Centro-Oeste e Sudeste, desaceleraram as atividades no campo.

Segundo dados da Conab, até 1º de outubro, apenas 4,1% da área total de soja no Brasil havia sido colhida, um percentual inferior aos 4,6% registrados no mesmo período do ano anterior. Em termos regionais, 16% da área no Paraná já havia sido semeada, um aumento significativo em relação aos 9% do ano passado. Já em Mato Grosso, apenas 5,2% da área havia sido cultivada, uma queda em relação aos 8,9% do ano anterior. Em Mato Grosso do Sul, a taxa de semeadura era de 5%, um ponto percentual a menos do que na safra passada. Em São Paulo, embora 5% da área tenha sido semeada no mesmo período do ano anterior, a Conab indicou que o cultivo no estado ainda não começou significativamente nesta temporada, devido a altas temperaturas e baixa umidade do solo.

O contexto mencionado e a valorização do dólar em relação ao Real, que torna as commodities brasileiras mais atraentes para os importadores, ajudaram a conter as quedas nos preços domésticos. O dólar teve uma média de R$ 4,945 em setembro, 0,8% mais alto do que a média de agosto, mas 5,5% menor do que no ano anterior em termos nominais.

A sólida demanda externa também contribuiu para evitar quedas acentuadas nos preços da soja no Brasil. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país exportou 6,4 milhões de toneladas de soja em setembro, o maior volume já registrado para o mês, embora tenha sido 23,7% menor do que em agosto. Vale destacar que o Brasil já exportou 87,25 milhões de toneladas de soja de janeiro a setembro, um recorde em comparação aos anos anteriores (de janeiro a dezembro).

Em setembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá para a soja teve uma média de R$ 147,19 por saca de 60 kg, uma queda de 0,9% em relação a agosto/23 e uma redução de 16,6% em relação a setembro/22, em termos reais. A média do Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná foi de R$ 139,16 por saca de 60 kg em setembro, uma queda de 0,5% em relação à média de agosto e uma redução de 18,8% em relação ao ano passado, também em termos reais.

No entanto, os derivados da soja, como o farelo e o óleo, tiveram seus preços aumentados em setembro. Isso contribuiu para limitar as quedas nos preços da matéria-prima no Brasil. As cotações do farelo de soja subiram 0,2% em média nas regiões monitoradas pelo Cepea entre agosto e setembro. Em relação ao ano anterior, houve uma queda de 7,4% em termos reais.

A demanda doméstica pelo óleo de soja, especialmente da indústria, impulsionou os preços deste derivado em setembro. O óleo bruto e degomado na região de São Paulo teve um aumento de 0,7% em relação a agosto, com uma média de R$ 5.296,94 por tonelada no último mês, a mais alta desde abril deste ano, em termos reais. No entanto, essa média ainda foi 24,3% menor do que a registrada há um ano, também em termos reais.

No cenário internacional, o avanço da colheita da safra 2023/24 de soja nos Estados Unidos pressionou os preços futuros em setembro. No entanto, as condições das lavouras e a forte demanda pelo grão norte-americano limitaram as quedas. Segundo o relatório do USDA, até 1º de outubro, 23% da área de soja nos Estados Unidos havia sido colhida, três pontos percentuais a mais do que no mesmo período do ano anterior e um ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos. A valorização do dólar em relação ao Real também contribuiu para o declínio dos preços externos.

Na Bolsa de Chicago (CME Group), entre as médias de agosto e setembro, houve quedas significativas de 4,6% para a soja e 6,7% para os derivados, com médias mensais de US$ 13,2429 por bushel (US$ 29,20 por saca de 60 kg) e US$ 397,95 por tonelada curta (US$ 438,66 por tonelada), respectivamente. Ambas as médias foram as mais baixas desde dezembro de 2021, em termos nominais.

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